O Presidente da Amurel, Agnaldo Filippi, prefeito de Pedras Grandes, uma das cidades afetadas pelas cheias, manifestou-se contra a construção de barragens e defendeu possíveis soluções para contenção de enchentes no Rio Tubarão.
“É importante destacar que precisamos avançar, com definições e propostas práticas e factíveis, considerando que o governador Carlos Moisés tem sinalizado com recursos. Os piscinões e um canal extravasor para lagoa Santo Antônio com sistema de comportas são propostas que devem entrar na pauta, além da redragagem do rio Tubarão, da ponte férrea para baixo”, analisa Agnaldo Filippi.
Barragem não é alternativa viável para conter cheias no Rio Tubarão – Foto: Divulgação/NDDe acordo com ele, a Amurel, Associação dos Municípios da Região de Laguna, retomou, na semana passada, as discussões sobre como evitar os alagamentos, como aqueles que atingiram a região no início do mês passado.
Seguir“Os projetos das barragens elaborados em 1981 pelo antigo Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS) não são viáveis. Estes projetos de 40 anos seriam financeiramente e ambientalmente inviáveis”, constatou Agnaldo depois de receber e avaliar com engenheiros os documentos. “Essa solução das barragens está desatualizada e provocaria grande impacto. Portanto, deve ser descartada”, afirmou.
Desde início dos anos 2000 pelo menos três alternativas são defendidas pelo prefeito: 1) Canal extravasor para a lagoa Santo Antônio, 2) piscinões para armazenar água em áreas próximas ao rio Tubarão que funcionariam como grandes diques e 3) canais para extravasar água das chuvas para as lagoas da Manteiga e Camacho.
Agnaldo Filippi também trabalha como presidente da Amurel, outra ação que contribuiria na previsão das enchentes. Ele fez contato com o Cemaden e deve visitar órgão nos próximos dias. “Este importante centro está disposto a ajudar a Amurel e os Municípios da região a montar um sistema de monitoramento da bacia do rio Tubarão”, revelou.
Primeiro centro da América Latina a emitir alertas de risco de desastres às defesas civis, o Cemaden foi criado em 2011, como resposta às 905 mortes na região serrana do Rio. Os alertas pelo Cemaden levam em conta uma combinação das previsões meteorológicas com o mapeamento de áreas de risco, feito pelo Serviço Geológico do Brasil.