Projeto de lei quer implementar ruas 24 horas e aquecer comércio em Florianópolis

A proposta de autoria de Monica Duarte (Podemos), vereadora por um mês na Capital, precisa tramitar nas comissões da Câmara de Vereadores, antes de ser apreciada em plenário

Nícolas Horácio Florianópolis

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Aos fins de semana é sempre a mesma história no Centro de Florianópolis: o movimento cai, as lojas fecham e o local vira terra de ninguém. Uma proposta que tramita na Câmara de Vereadores pode mudar essa realidade, implementando o programa ruas 24 horas e ruas de cultura e lazer.

Rua Victor Meirelles etsá no circuito boêmio da ala leste do Centro Histórico de Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/NDRua Victor Meirelles etsá no circuito boêmio da ala leste do Centro Histórico de Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/ND

O projeto foi apresentado por Monica Duarte (Podemos), que foi vereadora durante um mês, após pedido de licença do titular, Gabrielzinho, do mesmo partido.

Embora a autora não esteja mais na Câmara, o projeto segue tramitando e, antes de ser apreciado pelos 23 vereadores, será analisado em cinco comissões. A regulamentação da lei ficará a cargo do Poder Executivo, mas Monica sugere algumas ruas modelo, como a Victor Meirelles, onde os comércios predominam.

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Conforme o projeto, as ruas 24 horas teriam permissão para funcionamento ininterrupto de diversas atividades, inclusive aos sábados, domingos e feriados, desde que as edificações próximas sejam predominantemente comerciais.

Podem ser vias públicas, praças ou largos escolhidos pelo Executivo, onde serão permitidas práticas esportivas, recreativas, culturais e a abertura de comércios e serviços públicos e privados para além do horário normal de funcionamento. As ruas de cultura e lazer, por sua vez, funcionariam às sextas, sábados, domingos e feriados, com horário definidos previamente.

Sócio de um bar na Victor Meirelles, Romeu Corral ficou otimista. “Nós funcionamos até 1h da manhã. Com segurança, a região tendo mais vida, as pessoas circulando, certamente, nossa vontade é estender um pouco o horário”, ressalta.

Entre a população, a ideia também é bem-vinda. “Também deve-se ver a questão da localização e quanto à segurança. É bom para a cidade, para o turista e, acima de tudo, vai gerar mais empregos e renda. Todos saímos beneficiados”, diz Adroaldo Nunes Corleta.

“Sou novo em Florianópolis e acho a iniciativa certa. Exemplo é Gramado [RS], se tirar os bares restaurantes, não sobra nada e aqui temos as lindíssimas praias. Tem que explorar”, defende Edegar Longo.

Monica Duarte explicou a motivação do projeto e os benefícios que enxerga ao município. Para ela, embora Florianópolis seja uma cidade turística, aproveita pouco a região central e traz pouca atratividade ao turismo.

“No verão, o turismo é direcionado às praias e o Centro é visto como ponto comercial e histórico durante o dia, mas à noite não apresenta interesse à população, por não haver valorização da região ou por muitos acreditarem não ser um lugar seguro”, comenta.

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