O remo é parte da história de Florianópolis. Os clubes da Capital têm mais de cem anos. E para valorizar esse esporte que é tão importante para a cidade, uma ação de revitalização do Parque Náutico está sendo colocada em prática.
Projeto de revitalização pretende integrar Parque Náutico de Florianópolis à cidade – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVO Parque Náutico de Florianópolis abriga as sedes dos três clubes de remo da cidade. O espaço fica na região central, ao lado da rodoviária, mas é pouco frequentado. Faltam acessos e investimentos.
Um barco de remo, para se mover em alta velocidade, precisa de uma equipe com vários remadores. E foi justamente esse espírito de equipe que mobilizou entidades e moradores para revitalizar e dar um novo sentido para esse parque. A ideia é que o espaço não fique restrito aos remadores e que a população chegue aqui para apreciar a região.
O Projeto Remar chegou à última etapa. Depois de meses de debates e eventos para escolher o melhor modelo de revitalização para o entorno do parque, uma apresentação do projeto feita pela regional catarinense da Asbea (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) marcou a conclusão do projeto.
Segundo a instituição, foi feita a entrega “das ideias e tem pontos importantes que foram solicitados, que era trazer uma maior acessibilidade ao parque, uma melhoria da arquitetura, que tá muito deteriorada no clubes, e também um contato melhor com a orla. A valorização tanto para o usuário do clube em si, como também para o turista ou para o ciclista, para outras atividades”.
A proposta inclui a construção de novos acessos para os remadores à água. No entorno, uma passarela de ligação com a rodoviária e também um acesso revitalizado ao parque. O projeto também inclui espaços para valorizar quem caminha e anda de bicicleta pelo local.
Para os clubes que estão ali há décadas, a proposta contempla a conexão entre os remadores e a comunidade.
“Nós precisávamos que a cidade soubesse e me parece que esse projeto faz isso. Traz essa integração dos clubes de remo com a cidade. O clube de remo não vai mais ficar de costas para a cidade. Vai ficar de frente para o mar e de frente para a cidade. As pessoas vão passar, vai ficar integrado”, comemorou o vice-presidente do Clube Francisco Martinelli, Valmir Braz.
Etapas gloriosas e históricas do remo de Florianópolis. – Foto: Casa da Memória de Florianópolis/Aldo Luz/NDRepresentantes do Poder Público municipal participaram do evento e analisam que há viabilidade de conexão com os projetos em andamento na Prefeitura.
De acordo com o vice-prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, “o desenvolvimento da cidade em termos de urbanismo é um processo contínuo. O que nós estamos vendo hoje é uma sugestão de ideia para revitalização de toda essa área que complementa a visão da Prefeitura em termos de urbanização de Florianópolis e é uma ideia muito bacana. Um trabalho brilhante feito pela Asbea e pelo Floripa Sustentável e que muito vai contribuir com a cidade”.
O secretário municipal de Mobilidade e Planejamento Urbano, Michel Mittmann, disse que ainda é cedo para falar de prazos. Mas ele destaca que há pontos de ligação com o projeto Ponte Viva, que já está em andamento e que o próximo passo é estudar o projeto apresentado para depois iniciar a etapa de planejamento das obras.
“Primeiro, a gente vai trazer isso para dentro da agenda de trabalho do planejamento, integrar essas ideias com as ideias da Prefeitura para que a gente crie um plano. E aí, esse plano vai incorporar ao longo do tempo os processos de como se chegar e mapearmos de forma conjunta como a gente conseguiria realizar etapas ao longo do tempo que vá construindo e vá se apropriando desse lugar integrando ele melhor à cidade. Entregando esse lugar também para uso para além do remo, que acho que essa é a ideia do projeto”, informou o secretário.
A presidente do Movimento Floripa Sustentável, Zena Becker, falou que a revitalização do parque náutico é uma demanda antiga e que vai valorizar a comunidade e o entorno.
Para Zena, “é de suma importância que Florianópolis resgate o que ela tem de mais valoroso, que é a orla. E nós temos um esporte náutico que já foi pioneiro no Brasil e no mundo e que hoje precisa de uma revitalização da sua área e do seu espaço e de uma valorização do que eles vêm fazendo. Principalmente, para que a gente possa trazer pessoas para participarem aqui e fazer um grande projeto social com as pessoas de baixa renda”.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis!