Projeto é aposta para recuperação econômica do Centro Histórico de Florianópolis

Empresários apelam para humanização da região, duramente afetada pela pandemia; prefeitura prepara lançamento da licitação em junho

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Com ajustes em relação ao projeto original, a secretaria municipal de Infraestrutura vai lançar em junho, novamente, o processo licitatório para a revitalização da ala leste do Centro Histórico de Florianópolis.

A garantia foi dada durante reunião encabeçada pela Câmara de Dirigentes Lojistas, que considera a obra crucial e urgente para a recuperação econômica da região, duramente afetada pela pandemia. Cerca de 40% dos CNPJs encerraram as atividades no período.

Projeto de humanização da ala leste do Centro Histórico de Florianópolis prevê troca do pavimento no entorno da Praça 15 – Foto: Leo Munhoz/NDProjeto de humanização da ala leste do Centro Histórico de Florianópolis prevê troca do pavimento no entorno da Praça 15 – Foto: Leo Munhoz/ND

“A região sofre há bastante tempo, desde a mudança no terminal Cidade de Florianópolis, que resultou em menos fluxo de pessoas, e a pandemia agravou ainda mais”, diz o presidente da CDL, Marcos Brinhosa.

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“Os comerciantes querem uma oxigenação naquela área. É importante mesmo. Se não fizermos isso, as empresas vão quebrar”, reforça o secretário de Infraestrutura, Valter Gallina.

Além do entorno da Praça 15, o projeto abrange as ruas Victor Meirelles, Tiradentes e João Pinto. Segundo ele, as obras devem começar ainda em 2021, com cerca de oito meses de execução.

Revitalização é considerada crucial para a recuperação da área do Centro Histórico da Capital – Foto: Anderson Coelho/NDRevitalização é considerada crucial para a recuperação da área do Centro Histórico da Capital – Foto: Anderson Coelho/ND

A “humanização” do espaço, para estimular a circulação na área, prevê intervenções nas calçadas e no pavimento de tráfego de veículos. A retirada dos paralelepípedos, que gerou polêmica entre urbanistas, não será mais total. De acordo com Gallina, 25% a 30% das pedras históricas serão mantidas nas vias.

A nova polêmica do projeto deve ficar por conta da decisão de retirada do petit pavé do Largo da Catedral que, segundo Gallina, não é histórico. Ainda não há definição, no entanto, sobre o material que será colocado no local.