Após o rompimento do reservatório de água da Casan, que aconteceu na madrugada desta quarta-feira (6), autoridades se reuniram para tratar sobre o incidente que causou destruição e deixou moradores em pânico. A intenção das autoridades é apurar o que motivou o colapso na estrutura e, se for o caso, punir os responsáveis.
Uma reunião entre autoridades vai planejar de qual maneira haverá o ressarcimento aos moradores. Além disso, a Polícia Civil deve abrir um inquérito para apurar as causas do colapso. – Foto: Ana Schoeller/Divulgação/NDO prefeito em exercício de Florianópolis, João Cobalchini ressalta que é preciso ter atenção com as pessoas e com a comunidade afetada pelo incidente. “Não vamos nos omitir. Estamos aqui para acompanhar para que todas as pessoas sejam acolhidas e ressarcidas”, frisa Cobalchini. Além disso, o prefeito em exercício aponta que, no momento, o foco principal não é a responsabilização da Casan.
Conforme o diretor-presidente da Casan, Edson Moritz Martins da Silva, ainda não há respostas sobre o ocorrido. Silva aponta que precisam do laudo pericial para poder apontar o que motivou o desabamento da estrutura.
SeguirA delegada da Polícia Civil de Santa Catarina, Michelle Rebelo, informou que um inquérito já foi aberto para investigar a motivação do rompimento e que os trabalhos ficarão à cargo da Delegacia do Continente. Conforme Rebelo, o inquérito vai apontar se houve negligência da empresa que construiu o reservatório ou da Casan.
Com o incidente, várias casas sofreram danos e os moradores precisaram ser alojados em outro local. O Secretário de Assistência Social, Leandro Lima, aponta que tem alimentação para 250 pessoas na Igreja Rosa Mística, na qual acontece o acolhimento e cadastro dos moradores.
“Estamos preparados para alimentá-los, dar acolhimento e o que for necessários”, pontua Lima. Até o momento, cerca de 150 famílias já foram cadastradas na Assistência Social.
A Casan irá fazer um levantamento para ressarcimento aos atingidos
Ainda segundo o diretor-presidente da estatal, o financeiro da companhia já foi acionado para ressarcir as pessoas. Contudo, o repasse só poderá acontecer depois que o laudo estiver pronto.
“Estamos nos mobilizando agora, uma força-tarefa, e estamos verificando. Sabemos que na Lagoa demorou muito, mas agora não vamos suportar isso. Eu vou liderar isso”, diz.
A companhia aponta que irá realizar um levantamento entre esta quarta e quinta-feira para fornecer uma quantia inicial aos moradores atingidos. Esse levantamento será dado como inicial e não conclusivo, ele servirá para dar auxilio inicialmente aos atingidos pelo rompimento do reservatório.
Quanto a estrutura que ficou no local, a Casan informa que irão demolir a estrutura lateral que colapsou e o local ficará totalmente isolado para evitar riscos de novos desabamentos. Após isso, a estatal vai decidir se irá demolir toda a estrutura.