A rua de São Bento do Sul, no Planalto Norte catarinense, que foi “engolida” por uma cratera de 35 metros, na última sexta-feira (12), será reconstruída. A obra pode custar mais de R$ 1 milhão e a prefeitura da cidade afirma que já reservou o orçamento. O início dos serviços, no entanto, ocorrerá apenas em novembro.
As estratégias que serão adotadas e o planejamento da obra, na rua Romualdo Quint, no bairro Rio Negro, foram apresentados em uma reunião com os moradores da região nessa quinta-feira (18).
O secretário de Planejamento Urbano, Ricardo Callado, afirma que a prefeitura já realizou o orçamento do laudo e, até a próxima semana, deve contratar uma empresa para investigar as causas do incidente. “Se foi drenagem, se foi um conjunto de fatores, que eu acredito que tenha sido, condição física, de solo”, relatou.
SeguirJá segundo o engenheiro civil da secretaria de Planejamento e Turismo da cidade, Stephan Wolff, a prefeitura dará seguimento às etapas do processo de reconstrução da rua. “São etapas morosas. Já estão sendo feitas ações para soluções, mas demanda tempo”, alertou o engenheiro.
A Secretaria Municipal de Obras ainda informou que, a partir desta sexta-feira (20), será construída uma calçada na via para facilitar a acessibilidade dos moradores, além de garantir a segurança. Já a obra na cratera deve iniciar apenas no dia 11 de novembro.
‘Não aguentou’, cratera abriu em período chuvoso
“Doze dias de chuva em local meio complicado”, disse o prefeito da cidade, Antonio Joaquim Tomazini. “E não aguentou, mas estamos preparados. Temos orçamento”, garantiu.
O barulho dos estalos que antecedeu o deslizamento foi tão alto que assustou os moradores da região durante a madrugada da última sexta-feira (12). “Achei que estavam querendo assaltar a minha casa”, contou Rodrigo Domingues.
“Quando eu abri a janela eu vi o barranco cedendo, as árvores descendo. Aí eu chamei a minha esposa, vim para fora, aí quando chegamos aqui estava sendo engolido tudo já”, relembrou Rodrigo.
Rodrigo registrou momento que rua começou a estalar – Vídeo: Arquivo pessoal/Reprodução/ND
Cerca de 11 moradores da rua precisaram deixar suas casas no dia do incidente. Rodrigo e a família, por exemplo, levaram alguns pertences para a Associação de Moradores do bairro, que fica na mesma via, em uma parte que não corre risco.
Para evitar acidentes, no mesmo dia equipes reforçaram o solo e colocaram lonas para evitar que a terra fique ainda mais encharcada. Com a contenção do deslizamento, as famílias puderam voltar para casa e nenhum imóvel precisou ser interditado.
Conforme o diretor da Defesa Civil municipal, Vilmar Kravec, o órgão já solicitou ao governo do Estado a homologação do decreto de situação de emergência. “Assim que for homologado pelo estado, a gente vai mandar para o governo federal fazer o reconhecimento”, disse.
*Com informações de Felipe Bambace/NDTV.