A região Leste de Florianópolis é formada por três bairros: Lagoa da Conceição, Barra da Lagoa e Costa da Lagoa. Visto que é a parte da cidade que contempla o maior percentual de áreas de preservação, a preocupação com o meio ambiente é a tônica dos debates da região.
No entanto, apesar de toda beleza e importância da área, os moradores lidam há um bom tempo com uma série de problemas ambientais e estruturais. A falta de atenção e investimentos em infraestrutura é um dos motivos de preocupação.
A gestão dos espaços, o saneamento básico e a mobilidade urbana são os principais alvos de reclamações dos moradores da área, que conta comum a altíssima procura imobiliária.
O crescimento populacional nos bairros, no entanto, não ocorre deforma sustentável, o que resulta em
problemas estruturais e ocupações irregulares, que contribuem ainda mais para a poluição no local. De acordo com dados e estimativas do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), a previsão é de que em 2023 a população somada nos três bairros supere 23 mil pessoas, sendo que em2000 o número de habitantes estava na casa dos 14 mil.
A regularização estrutural e reorganização urbana, dessa forma, estão também entre os principais pontos da justificativa da prefeitura na revisão do Plano Diretor.
Porém, às vésperas das audiências públicas, dúvidas ainda precisam ser esclarecidas entre o poder público e os moradores.
O secretário de Planejamento Urbano da Capital, Michel Mittmann, justifica que “a consulta pública é para isso, explicar e apresentar tudo para a população. Só precisa acontecer”.
O presidente da AmoLagoa (Associação de Moradores da Lagoa da Conceição), Bruno Negri, aponta a necessidade da boa comunicação entre o município e a população como parte fundamental do processo.
“Além de ser bem comunicada, precisa ser bem conversada”, diz.
Em relação ao detalhamento das propostas no plano, o secretário categoriza dois tipos de lei: as mais “engessadas”, com diversos tópicos que precisam de burocracia para serem alterados, e as mais “liberais”, que têm apenas os tópicos principais para que os detalhes possam ser discutidos e acrescentados depois.
Por isso, o plano apresentado é mais flexível. Segundo ele, “as cidades mais eficientes, inteligentes e ambientalmente corretas são exatamente as do segundo caso, que conseguem, depois, regularizar e organizar o que se pode fazer. É necessário deixar mais claro quais são os critérios, para que a população se sinta segura e não dependa de uma regulamentação tão robusta.”
Confira o mapa:
O que está em debate? – Região Leste – Foto: Arte/Fábio Abreu