Foi mais rápido e simples do que se possa imaginar o caminho da solução à batalha institucional gerada entre o Governo Municipal de Criciúma e o Governo do Estado. A paralisação, por algumas horas, em obra de construção de um canal auxiliar no centro da principal cidade do Sul reascendeu uma velha guerra.
Dois técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura e o engenheiro da empresa responsável pela obra em Criciúma definiram a retomada das obras em Criciúma. – Foto: DivulgaçãoEsta quarta-feira (14) começou com o prefeito Clésio Salvaro suspeitando que o governador Carlos Moises estava praticando um “estelionato eleitoral” na cidade e terminou com o anúncio da retomada das obras. Entre 7h30min da manhã e 17h30min quando o problema foi dado resolvido muita coisa aconteceu.
Primeiro o prefeito foi ao local da obra, mostrou que ela estava paralisada e ameaçou denunciar o governador Carlos Moisés de “estelionato eleitoral”, ao reclamar que a falta de pagamento por parte do Estado motivou a paralisação.
SeguirEnquanto o secretário em exercício Alexandre Martins esmerou-se em manter a diplomacia e negar a culpa do Estado, o titular da pasta, Tiago Vieira, que está de férias foi para as redes sociais e “despejou o verbo”. Disse – sem citar nome – que o prefeito de Criciúma estava faltando com a verdade, transferiu a culpa do atraso no pagamento à falta de fiscalização da prefeitura e ainda revelou outras falhas do município.
Logo depois o Secretário Municipal de Infraestrutura de Criciúma, Tita Beloli, apareceu nas redes sociais com vários documentos que segundo ele desmentem o desmentido.
Foi uma sucessão de fatos desagradáveis que devem ser debitadas em uma só conta, a campanha eleitoral. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB) foi um dos que mais faturou verbas distribuídas pelo governador Carlos Moisés (Rep), mas hoje apoia Esperidião Amin (PP). A primeira suspeita era de que esta opção política seria a causa do atraso no pagamento, situação desfeita com os esclarecimentos surgidos ainda nesta quarta-feira.
A obra será retomada nesta quinta-feira (15), o que fica, entretanto, é uma fissura institucional muito séria.