A revitalização da Praça Tancredo Neves, no Centro de Florianópolis, está sendo tirada do papel. Financiada pelos Três Poderes e orçada em R$ 45 milhões, o valor representa cerca de R$ 2195 por m². A praça conta com cerca de 20,5 mil metros quadrados.
Projeto prevê arborização, iluminação e instalação de lanchonetes e cafeteria – Foto: TJSC/Divulgação/NDApós dez anos desde a concepção da proposta original, a Prefeitura de Florianópolis organiza os editais para contratar as empresas2195 responsáveis pelos projetos de arquitetura e de engenharia na revitalização da praça.
O investimento é expressivo quando comparado com reformas recentes na Capital. A título de exemplo, a requalificação da Praça da Alfândega, espelhos d’água cobertura de renda de bilro entregues em 2020, custou cerca de R$ 685 por m², de acordo com dados da Prefeitura de Florianópolis. Ao todo, o valor é de R$ 9,5 milhões
Dentre as mais recentes, a nova Praça Santos Dumont no bairro Trindade, entregue no último ano, representou investimento de cerca de R$ 220,8 por m². A reforma da Praça da Trindade em 2021 teve investimento de R$ 4,2 mil por m², totalizando cerca de R$ 2,4 milhões.
O novo desenho da praça Tancredo Neves se baseia num projeto vencedor de um concurso público realizado há mais de 10 anos. Além das estruturas citadas, a nova praça terá espaços verdes, um anfiteatro com arquibancada para eventos públicos, lanchonete, cafeteria.
Projeto prevê estrutura para espetáculos ao ar livre e arquibancadas – Foto: TJSC/Divulgação/NDEstacionamento subterrâneo, durabilidade e cobertura
Conforme o secretário municipal de mobilidade urbana, Michel Mittman, há diversos motivos que justificam o valor empreendido: um deles é que a praça, palco de manifestações públicas – como greves, assembleias e visitas políticas – requer materiais duráveis e de qualidade. O projeto também prevê a construção de um palco de eventos com cobertura.
Há ainda a construção do estacionamento subterrâneo, que deve receber a maior parte dos recursos – segundo a pasta, a divisão depende dos projetos de arquitetura e engenharia que ainda devem ser contratados. A estrutura, também reivindicada pelos poderes no entorno, pretende tirar os carros de vista. Estão previstas 500 vagas.
“Com o estacionamento subterrâneo, podemos tirar os carros da rua e abrir espaço em áreas públicas”, avalia Mittman. Segundo ele, o projeto se inspira em estratégias adotadas em cidades como Copenhague, modelos para a mobilidade.