Cerca de 150 famílias afetadas, residências, estabelecimentos comerciais, veículos, vias públicas e tantos outros bens de moradores destruídos. O rompimento do reservatório de água da Casan, ocorrido na madrugada da quarta-feira (06), na região continental de Florianópolis, pode virar CPI na Assembleia Legislativa.
Desastre com reservatório da Casan destruiu centenas de casas e carros – Foto: Leo Munhoz/NDNa sessão da quarta-feira, a tragédia foi pauta de discussões e proposições dentro da Alesc, com deputados cogitando criar uma CPI para apurar os fatos. Antídio Lunelli (MDB), Sargento Lima (PL), Sérgio Guimarães (União), Ivan Naatz (PL), Neodi Saretta (PT), Jair Miotto (União) e Padre Pedro Baldissera (PT) também destacaram a tragédia.
Marquito (Psol) protocolou um pedido de abertura de CPI para apurar o rompimento do reservatório e solicitou o apoio dos colegas para reunir as 14 assinaturas necessárias.
SeguirAparentemente, a iniciativa de Marquito não deve ganhar corpo. Visto que aliados do governador Jorginho Mello sustentam a criação de uma comissão especial para acompanhar a apuração que está sendo feita, convocar os presidentes do órgão e, após, quem sabe, apresentar uma CPI, mas observam que o momento é para uma comissão especial.
Os deputados Jair Miotto e Matheus Cadorin – Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL/NDNo mesmo dia, a Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia aprovou requerimento do deputado Matheus Cadorin (Novo), subscrito pelo presidente do colegiado, Jair Miotto, com convite para o presidente da Casan, Edson Moritz, participar de reunião do colegiado, com data a ser confirmada. O objetivo é ouvir o dirigente sobre o rompimento.
A situação é bem mais grave do que se imagina. O rompimento foi uma tragédia. A prioridade agora é o acolhimento e a indenização para as famílias, que precisam de uma resposta urgente e não criar uma CPI para apenas usar como vitrine partidária.