Após o aparecimento de rachaduras e risco de deslizamento na Rua Jaraguá do Sul, no bairro 25 de Julho, em São Bento do Sul, no Planalto Norte de Santa Catarina, saiu o laudo.
Desde o começo do mês, rachaduras surgiram no solo e parte da rua já baixou cerca de um metro, levando à interdição de casas.- Foto: Divulgação NDNesta segunda-feira, dia 20, a Prefeitura de São Bento do Sul recebeu o laudo do geólogo Aharon Israel Varreiro Saldanha, da Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc), sobre a situação da via.
No local, desde o começo do mês, rachaduras surgiram no solo e parte da rua já baixou cerca de um metro, levando à interdição de duas casas. Em uma das casas interditadas havia morador, que teve de retirar os pertences e parte da madeira do imóvel para construir uma casa em novo local. A outra casa já estava desabitada, complementou a Prefeitura.
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De acordo com o geólogo, a região é de alto risco, suscetível a enxurradas e deslizamentos – Foto: Divulgação NDAlto risco
De acordo com o geólogo, a região é de alto risco, suscetível a enxurradas, deslizamentos, pois as casas estão em um terreno de alta declividade. Aharon explica que no local foram realizados cortes e aterros irregulares para implantação das casas.
Desta forma, a mistura entre irregularidade das construções e o alto risco geológico natural do terreno, aliado a fatores externos, como chuvas excessivas ou rompimentos de rede de água e drenagem, podem causar rachaduras e deslizamentos.
“O risco de deslizamento da área é iminente”, alertou.
Apesar de já existirem duas casas interditadas, no laudo o geólogo aponta que, dependendo da evolução do problema, outras cinco casas podem ser afetadas e também serem interditadas. Ainda conforme o resultado do estudo, está proibida a utilização de maquinário de qualquer tipo para mexer no terreno. O geólogo cita que este trabalho só poderá ser feito com acompanhamento técnico especializado e após um projeto executivo aprovado.
“Com este laudo, a Defesa Civil, a Secretaria de Planejamento e Urbanismo e a Secretaria de Obras vão se reunir para decidir qual procedimento adotar”, disse o diretor da Defesa Civil, Vilmar Kravec, lembrando que a situação da rua vem piorando com o passar do tempo.
Por conta da situação de risco, a Defesa Civil municipal deve seguir monitorando a área por tempo indeterminado, com atenção especial em períodos de chuva intensa e volumosa.