Serra do Corvo Branco segue fechada por tempo indeterminado para pedestres e motoristas em SC

Local está interditado há mais de 20 dias por risco de novos desmoronamentos

Foto de Redação ND

Redação ND Criciúma

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A Serra do Corvo Branco, na SC-370, em Santa Catarina, está interditada de maneira total há mais de 20 dias e segue sem expectativa para reabertura a pedestres e motoristas, segundo a SIE (Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade).

Serra do Corvo Branco segue fechada por tempo indeterminado para pedestres e motoristas em SC – Foto: SIE/Divulgação/NDSerra do Corvo Branco segue fechada por tempo indeterminado para pedestres e motoristas em SC – Foto: SIE/Divulgação/ND

O bloqueio, conforme a pasta, se dá por questões de segurança, já que no domingo (29) foi registrado desmoronamento de barreira no local. A mesma situação ocorreu há mais de 20 dias, quando os fortes volumes de chuva assolaram todo o Estado.

“Fechar a Serra do Corvo Branco não é o que nós gostaríamos. Mas é o que é necessário fazer para a segurança das pessoas. Estamos diante de uma situação bastante crítica e que precisa de uma intervenção técnica. A questão nunca foi apenas a limpeza da via, há risco de quedas de rochas, que foi o que aconteceu no último domingo e pode voltar a ocorrer a qualquer momento. Além disso, tivemos perdas de pista e, com as chuvas, podem ocorrer outras”, destaca o titular da pasta, tenente-coronel Thiago Vieira.

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Queda de barreira reforça a necessidade de bloqueio da via na Serra do Corvo Branco – Foto: Governo do Estado/Divulgação/NDQueda de barreira reforça a necessidade de bloqueio da via na Serra do Corvo Branco – Foto: Governo do Estado/Divulgação/ND

Novos riscos após protesto

Nessa quinta-feira (2), geólogos da Defesa Civil, especialistas em desastres, equipes coordenadas pela SIE e representantes do Exército Brasileiro estiveram no local para avaliar a situação.

Segundo o secretário adjunto da SIE, engenheiro Civil Alexandre Martins, os moradores que protestaram na área na última quarta-feira jogaram material rochoso, barro e até mesmo guarda-corpo nas encostas. Com isso, houve sérios danos à vegetação, que naturalmente exerce a função de conter as encostas.

“São mais de duas toneladas de rochas que foram deixadas na via justamente para proteger a pista do material que ainda está por cair. Estamos trabalhando para mitigar os riscos agora”, avalia Martins.

O bloqueio da Serra agora passa a ser monitorado pela PMRv (Polícia Militar Rodoviária).

Novas ações

Em conjunto com o Batalhão do Exército de Lages, a SIE avalia a possibilidade de uma detonação da rocha que está em risco. Paralelamente, a empresa contratada trabalha no desmonte a frio da rocha no ponto onde houve perda de pista. O objetivo é abrir caminho para um novo traçado com segurança.