Serra Dona Francisca: 160 toneladas de solo contaminado com ácido vão para descarte no Paraná

Empresa do estado vizinho será responsável pelo descarte do material contaminado com ácido sulfônico

Foto de Richard Vieira

Richard Vieira Joinville

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Os trabalhos de remoção de solo contaminado na Serra da Dona Francisca, em Joinville, após grave acidente com ácido sulfônico, foram finalizados nessa quarta-feira (7).

Segundo o IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina), houve a retirada de cerca de 160 toneladas de terra contaminada e não contaminada do local.

Solo contaminado foi completamente retirado nessa terça-feira (7) na Serra da Dona Francisca – Foto: PMRv/Divulgação/NDSolo contaminado foi completamente retirado nessa terça-feira (7) na Serra da Dona Francisca – Foto: PMRv/Divulgação/ND

Todo material foi encaminhado à empresa Piquiri Ambiental, em Pinhais, no Paraná. De acordo com o IMA, a companhia será responsável pelo descarte correto dos resíduos.

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Os próximos passos, agora, no local serão coordenados pela SIE (Secretaria de Estado de Infraestrutura). A pasta já iniciou as obras de taludamento, enrocamento e reconformação do morro atingido.

Espuma permanece

Embora o solo contaminado tenha sido completamente removido, ainda há a presença no local de espuma de produto químico. Conforme o IMA, a empresa Ambipar, que está fazendo a limpeza, inclusive segue realizando “ações com antiespumante”.

O órgão espera que, se nos próximos dias houver chuva na região, os resquícios de espuma sejam mais rapidamente dissolvidos. A orientação é evitar o contato com as águas, solo e vegetação do local.

Acidente na Serra Dona Francisca

O grave acidente que terminou na contaminação do rio Cubatão, que abastece Joinville, completou uma semana na segunda-feira (5). Cerca de 75% da cidade chegou a ter o abastecimento de água comprometido, já que a ETA (Estação de Tratamento Cubatão) precisou ser fechada preventivamente.

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil para apurar as causas do acidente, e ainda não foi concluído. Informações preliminares da perícia realizada pela Polícia Científica no caminhão indicaram que o tacógrafo não estava funcionando no momento da colisão e que houve um superaquecimento nos freios.

Em depoimento, o motorista do caminhão afirmou que os freios falharam quando ele tentou desviar de uma outra carreta que saía do acostamento da rodovia momentos antes do acidente.

Na última sexta-feira (2), o IMA emitiu um Auto de Infração Ambiental contra a InLog, transportadora responsável pelo veículo que sofreu o acidente, e aplicou uma multa de R$ 3,3 milhões contra a empresa.

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