Sou + Consciente: os segredos por trás do ciclo da água em Blumenau

O ND+ preparou uma série de reportagens especiais sobre o bem mais precioso do planeta: a água

Foto de Bruna Ziekuhr

Bruna Ziekuhr Blumenau

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A água é um recurso valioso para existência da vida humana no planeta. Antes de se tornar própria para o consumo humano e chegar até a torneira das casas de milhares de moradores de Blumenau, no Vale do Itajaí, o líquido passa por um longo processo. Entender seu ciclo, especialmente no contexto de captação e tratamento, é fundamental para garantir a qualidade para as gerações atuais e futuras.

Água por uma série de processos antes de chagar até a torneira das casas das pessoas Conheça o ciclo da água em Blumenau – Foto: Reprodução/NDTV

Para esclarecer como funciona a captação e tratamento da água em Blumenau, o ND+ lança uma série de reportagens especiais. “Sou + Consciente” faz um panorama do bem mais precioso do planeta Terra. Os conteúdos ainda vão abordar investimentos e questões importantes de sustentabilidade.

Qual o ciclo da água em Blumenau?

Tudo começa pela captação da água bruta, que ocorre em diferentes pontos do rio Itajaí-Açu, principal fonte de água do município.

O primeiro ponto de captação de água fica próximo à Ponte de Ferro, para abastecer a ETA I, na rua Lages. O segundo ponto fica na Usina do Salto para direcionar a água até a ETA II – que responde por 70% da cidade -, na rua Bahia. Além disso, existem pontos no Ribeirão Garcia, para a ETA III, nas ruas Santa Maria e Progresso e no Ribeirão Itoupava Rega, para a ETA IV, no bairro Vila Itoupava.

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    Vista dos tanques da ETA 2, principal estação de tratamento de Blumenau - Arquivo/Michele Lamin/PMB
    Vista dos tanques da ETA 2, principal estação de tratamento de Blumenau - Arquivo/Michele Lamin/PMB
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    Estação de Tratamento de Água, ETA III - Michele Lamin/PMB/ND
    Estação de Tratamento de Água, ETA III - Michele Lamin/PMB/ND
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    ETA IV, no bairro Vila Itoupava - Divulgação/Prefeitura de Blumenau/ND
    ETA IV, no bairro Vila Itoupava - Divulgação/Prefeitura de Blumenau/ND
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    Usina do Salto, primeira hidrelétrica do rio Itajaí-Açu - Reprodução/NDTV
    Usina do Salto, primeira hidrelétrica do rio Itajaí-Açu - Reprodução/NDTV

“A captação mais importante é da Usina do Salto, com capacidade de 800 litros por segundo, que foi construída na década de 70. A segunda mais importante é a ETA III, na Nova Rússia, com capacidade de 300 litros por segundo. Aí vem a ETA I com 100 litros por segundo, que é a primeira estação de tratamento do Samae, onde hoje fica o Museu da Água. E aí temos aqui na ETA II, com mais 100 litros por segundo”, pontuou Vilson Corrêa, coordenador de Manutenção do Samae Blumenau.

Para começar o ciclo, o líquido percorre um trajeto por dentro de uma adutora até chegar a estação de tratamento. A água captada não pode ser consumida em sua forma bruta e precisa de tratamento para ser consumida pela população.

É nessa fase que entra o trabalho crucial do Samae Blumenau (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto). A água passa por uma série de tratamentos para reduzir a concentração de impurezas que podem representar riscos para a saúde.

O tratamento inclui várias etapas, como coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção. O objetivo é fornecer água tratada e segura para consumo humano, seguindo padrões de qualidade estabelecidos pelas autoridades reguladoras.

Depois, a água passa pela área de filtragem e posteriormente, para a de descanso, em um tanque de contato. A equipe do laboratório realiza uma análise minuciosa, de hora em hora, para só então distribuir para a população. Da entrada da água bruta na ETA até a saída própria para consumo, são cerca de 30 minutos.

Você sabia?

A água que consumimos também está presente em ribeirões. Em Blumenau, o Ribeirão Garcia também abastece a cidade. Cerca de 24% da cidade recebe a água captada na sua nascente, que passa pela ETA III.

“A diferença aqui é que a gente tem água mais limpa do ribeirão. O rio Itajaí-açu, como ele é maior, leva mais tempo para ele aumentar a turbidez e também mais tempo para diminuir. Mas os produtos que a gente usa são os mesmos, a qualidade no final é a mesma”, explica a técnica em meio ambiente do Samae, Eraci Machado.