Transparência na água e em seu tratamento: garantia de mais qualidade de vida à população

 Samae de Blumenau mostra como funciona o tratamento da água em suas quatro estações

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Rio Itajaí-Açú é o grande manancial que abastece Blumenau – Foto: Marcelo Martins/PMBRio Itajaí-Açú é o grande manancial que abastece Blumenau – Foto: Marcelo Martins/PMB

Ao abrir uma torneira com água potável, não paramos para pensar em todo o processo necessário para que ela esteja adequada ao consumo humano. Desde o rio até o seu copo, há muitas pessoas em um trabalho contínuo de preparação desse bem precioso.

As autoridades de Blumenau, mesmo sendo um município com água em abundância, sempre reforçam o valor da água tratada, dos serviços que oferece e da necessidade de economizar e aproveitar bem o recurso.

Quem conta um pouco sobre o processo de tratamento de água que ocorre sob responsabilidade do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) de Blumenau é o químico Janor Fernandes, responsável técnico pelo trabalho. Ele é pós-graduado em Gestão de Recursos Hídricos.

Blumenau tem um manancial bruto de água que vem do Rio Itajaí-Açú e recebe o tratamento para o consumo humano. “Este rio ainda tem uma qualidade boa, e contando que 46% do esgoto são tratados no município, isto ajuda muito”, observa Janor.

Assim, a água é captada para as estações ETA 2, que é a matriz, onde cerca de 70% da água é tratada; ETA 1, 3 e 4, locais onde os outros 30% são tratados.

Mais de 70 milhões de litros por dia são tratados pelo Samae

Estação de Tratamento de Água (ETA) 2, na rua Bahia – Foto: Michele Lamin/PMBEstação de Tratamento de Água (ETA) 2, na rua Bahia – Foto: Michele Lamin/PMB

O Samae atende 98% dos habitantes de Blumenau. A água bruta é captada em dois pontos do Rio Itajaí-Açu – próximo à Ponte de Ferro, para abastecer a ETA 1 (Rua Lages) e na Usina do Salto para a ETA 2 (Rua Bahia); no Ribeirão Garcia, para a ETA 3 (Rua Santa Maria, Progresso) e no Ribeirão Itoupava Rega, para a ETA 4 (Vila Itoupava).

Nessas estações são tratados pouco mais de 70 milhões de litros por dia, em média, que daí vão para grandes reservatórios e distribuídos, então, para os domicílios por uma rede de tubos que alcança 1.380 mil quilômetros.

Os processos de tratamento da água nos laboratórios

Para se tornar potável, o primeiro processo é colocar um produto coagulante, que permite a separação da sujeira. Depois, a água é separada do lodo na floculação, seguida da decantação. Sem os resíduos mais aparentes, a água passa por um filtro. “Este filtro tem granulometria bem baixa, ou seja, por ali fica o restante dos resíduos”, explica Janor.

Praticamente limpa, começa o tratamento final, quando a água recebe a cloração, ou seja, é desinfetada com uma quantidade adequada de hipoclorito de sódio. Após, é hora de inserir o flúor, que corrige o PH, que obrigatoriamente deve estar entre 6 e 9, sendo que o PH 7 é o neutro. O mesmo processo ocorre em todas as ETAs. Entre a entrada da água bruta na ETA e sua saída, já potável, passam cerca de 30 minutos.

Monitoramento e avaliações constantes

Técnico do Samae realizando análise por titulação em amostra de água tratada – Foto: Divulgação/PMBTécnico do Samae realizando análise por titulação em amostra de água tratada – Foto: Divulgação/PMB

O tratamento é contínuo e monitorado pelas equipes do Samae, com mais de 60 profissionais fazendo o serviço. Depois de tratada, a água é bombeada para os reservatórios internos, seguindo aos reservatórios distribuídos na cidade, até chegar a cada uma das casas, ou unidades.

Lembra Janor Fernandes que a água passa por constantes avaliações de qualidade no caminho dos reservatórios. “Nós temos muito claramente as regras do Ministério da Saúde que regularizam os parâmetros de qualidade”, diz. “Mensalmente, ou quando necessário, enviamos os dados à Vigilância Sanitária, cumprindo exigências rigorosas”, afirma o técnico do Samae.

Vista dos tanques da ETA 2, principal estação de tratamento de Blumenau – Foto: Michele Lamin/PMBVista dos tanques da ETA 2, principal estação de tratamento de Blumenau – Foto: Michele Lamin/PMB

“Toda a população deve ter a consciência de que deve fazer sua parte, não desperdiçando e ficando atenta a este recurso. Por enquanto, somos privilegiados na região. Eu, que sou responsável pelo tratamento da água em Blumenau, tomo da torneira, lembrando de cuidar da minha caixa d’água de seis em seis meses”, afirma Janor Fernandes.

Fique atento se há vazamentos em sua casa

O Samae é responsável por vazamentos que ocorram até o hidrômetro. Quando o problema for até aí, basta comunicar pelo Tele -115, que os técnicos irão até o local indicado para fazer o conserto. Mas, a partir do hidrômetro, o Samae não pode mais interferir.

Para saber se há vazamento interno em sua casa é simples, basta seguir estas dicas:

  • Verifique todos os pontos de água: torneiras, registros, bóias de caixa d’água.
  • Você também pode fazer alguns testes:

1 – Feche o registro do cavalete

  • Abra uma torneira alimentada pela rede;
  • Espere a água parar de correr;
  • Coloque um copo cheio de água na boca da torneira;
  • Se houver sucção de água no copo pela torneira é sinal de que existe vazamento no cano alimentado diretamente pela rede.

2 – Mantenha aberto o registro do cavalete

  • Feche todas as torneiras da casa e não utilize sanitários.
  • Feche completamente a boia da caixa.
  • Observe a posição de ponteiro no hidrômetro e volte a verificar algum tempo após.
  • Se houve mudança de posição é porque há vazamento.

3 – Jogue cinza no vaso sanitário

  • Se ficar depositado no fundo do vaso, não há vazamento na válvula ou na caixa de descarga.
  • Se o bacio tiver saída de descarga para trás (em direção à parede), deve-se esgotar a água para fazer o teste.
  • Se a água voltar e se acumular, há vazamento na válvula ou na caixa.

4 – Vede bem a boia da caixa

  • Feche as torneiras e não use os sanitários.
  • Marque o nível da água na caixa.
  • Depois de uma hora, confira o nível da água.
  • Se baixou, existe vazamento na tubulação, nos sanitários ou na própria caixa. (Fonte: Samae)

Quer saber mais sobre o assunto?

Procure o Samae Blumenau.

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