A água que consumimos passa por tratamento – Foto: DivulgaçãoÁgua como fonte de vida ou como bem mais precioso, são só duas das inúmeras definições que a representam e são ditas desde os primórdios. Pelo menos 71% do planeta Terra é água, e é ela que gera energia elétrica, nos serve para beber, tomar banho, fazer comida e lavar roupa. Por tamanha importância, este recurso natural abundante precisa ser bem utilizado e tratado. Pela sustentabilidade e principalmente pela qualidade, a água que consumimos passa por tratamento, para o agora e para o futuro.
Em Tubarão (SC), é a concessionária Tubarão Saneamento a responsável pela captação e tratamento de água. Mais de 5.500 residências na cidade estão aptas a serem conectadas à rede. Com investimentos que superam os R$ 21 milhões, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) está atuando com 25% de cobertura de tratamento, com a capacidade de receber 75 litros de esgoto por segundo, e devolver ao Rio Tubarão esgoto tratado. A Tubarão Saneamento já concluiu mais de cem quilômetros de rede na cidade. A expectativa da concessionária é atingir 530 km até o fim da concessão.
Tratando o esgoto, em um processo que também precisa da colaboração dos consumidores, todos juntos deixam de poluir os rios.
“Nosso Rio Tubarão é tão bonito. Todos que vêm de fora elogiam. Deixamos de poluir os rios e mananciais, por meio do tratamento correto”, disse a supervisora técnica da concessionária, Tatiana Souza.
Para isso, o uso correto da rede coletora, nas residências, é essencial. A principal orientação é que a água da chuva não seja direcionada à rede, uma vez que o serviço de tratamento não tem relação nenhuma com a coleta da chuva. É o sistema de drenagem que é o responsável por essa coleta, diferente da água despejada na pia, no banho ou no vaso sanitário. A destinação correta da água é fundamental para o processo de tratamento.
De acordo com o diretor da Tubarão Saneamento, Marcelo Fernandes, “um grande volume de água pode sobrecarregar a rede de esgoto, isso porque a rede não é preparada para este fim. Além disso, a presença de água na rede prejudica também o processo de tratamento de esgoto. ”. Em inspeções realizadas pela concessionária, os técnicos despejam um líquido químico nas pias, vasos sanitários e demais saídas de água da casa.
Caso o produto chegue na saída de esgoto, tá tudo certo! “As vistorias ajudam os clientes a se conectarem na rede da forma correta. Fazemos esse serviço de casa em casa, analisando os pontos de coleta de água”, relatou Jéssica Corrêa de Brobio.
As principais irregularidades encontradas em vistorias são conexões feitas parcialmente, cômodos não conectados, ou águas da chuva e de piscinas ligadas à rede. Nesses casos, é feita a orientação e dado um prazo para ser refeita a obra de esgoto.
O processo de tratamento é contínuo. O esgoto vai até as elevatórias principais, e de lá é bombeado para a ETE. “Nós recebemos esgoto doméstico. Se vierem águas pluviais, seja de calhas, chuvas ou piscinas, o esgoto vai ser diluído. E nós não tratamos água da chuva. O esgoto possui uma matéria orgânica, que propicia o tratamento, já que são lançados produtos químicos adequados que combinam com as bactérias. A eficiência baixa se o esgoto entra na estação diluído”, finalizou Tatiana.
A água da chuva (calhas, ralos) e de piscinas deve ser encaminhada para a rede de drenagem, já a rede de esgoto é preparada para receber os resíduos domésticos (banheiro e caixa de gordura).