Vai doer: entenda o impacto do aumento da conta de luz no seu bolso

Aneel autorizou reajuste nesta terça-feira em razão da grave crise hídrica que o país enfrenta e o baixo nível dos reservatórios

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Redação ND Florianópolis

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta terça-feira (29) reajuste na bandeira tarifária vermelha patamar 2. Significa que a conta de luz, em julho, vai chegar mais cara para o consumidor. Vai doer no bolso do catarinense, que pagará R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos. Para se ter uma ideia, a cobrança anterior não passava de R$ 6,24, o que significa um reajuste de 52%. Isso considerando um serviço essencial e de uso constante por qualquer cidadão.

Conta de luz teve aumento autorizado pela Aneel – Foto: Aneel/DivulgaçãoConta de luz teve aumento autorizado pela Aneel – Foto: Aneel/Divulgação

Energia elétrica mais cara: conheça os vilões da conta de luz e como economizar

Para se ter um parâmetro, uma família brasileira tem consumo médio de energia em torno de 152 kWh – é possível conferir na conta de luz o consumo do mês. Considerando esse patamar, a projeção leva a uma conta média de R$ 124,59. Até então, esse valor estava em torno de R$ 118,15. Mas, vale lembrar que outros valores incidem sobe a conta, como ICMS e tributos municipais.

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O mais aconselhável é fazer a conta considerando cada caso, ou seja, pegue sua conta de luz e veja quanto foi consumido em kWh em junho e, em seguida, jogue o percentual em cima. Vai doer, sim.

Por quê?

É claro que a aprovação do reajuste na conta de energia elétrica passa por um órgão público, que é a Aneel. Porém, o que causou a aprovação do aumento é a grave crise hídrica que o país enfrenta. O nível dos reservatórios de hidrelétricas continua muito baixo. Assim, o que resta é recorrer ao suporte de usinas termelétricas, o que eleva os custos.

Em 2021, esse fornecimento deve gerar um débito de R$ 9 bilhões aos consumidores. É o que acontece quando se é obrigado a acionar as termelétricas. Até abril último, o valor desse uso emergencial das termelétricas já somava R$ 4,3 bilhões.

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