Moradores do Santinho, em Florianópolis, realizam um protesto na manhã deste sábado (30) contra possíveis impactos de um projeto de tratamento de esgoto da Casan. Os moradores do bairro, localizado no Norte da Ilha, acreditam que o projeto pode afetar diretamente as casas ao redor da Lagoa do Jacaré.
O grupo pede a realocação das elevatórias de tratamento de esgoto, que, segundo o projeto apresentado, ficaria dentro do Parque Natural do Santinho, onde fica a lagoa.
Vestidos de jacaré, os moradores dançaram e levaram faixas solicitando que as estações de bombeamento fiquem mais longe da área natural.
Seguir
Moradores da Praia do Santinho protestam vestidos de jacaré – Foto: Ana Vaz/NDTVO Parque Natural Municipal da Lagoa do Jacaré foi criado oficialmente em 2016, com o objetivo de preservar a área natural. O espaço possui cerca de 221 hectares.
Os moradores temem que o projeto de tratamento de esgoto da Casan provoque impactos graves, como falhas ou até rompimentos, como visto recentemente na Lagoa da Conceição.
Manifestantes pedem realocação de elevatórios da tratamento de esgoto da Casan – Foto: Ana Vaz/NDTVO grupo já se reportou oficialmente à Casan e ao Ministério Público, além de ter se reunido com o diretor executivo do projeto, vereadores e deputados, sempre tentando discutir a questão da localização das elevatórias.
Segundo a Casan, as elevatórias que são questionadas são meras unidades de bombeamento do esgoto coletado até a estação de tratamento.
Confira o vídeo do protesto:
O projeto da Casan
O plano apresentado pretende coletar os efluentes das casas e, por gravidade, levar até elevatórias a serem instaladas na área do Parque Natural do Santinho. De lá, a ideia é bombear até a estação de tratamento nos Ingleses.
A estação elevatória, conforme a Casan, é a estrutura onde ficam as bombas quando a declividade impede que o esgoto coletado nas casas siga por gravidade. Neste caso, é feita a instalação de um conjunto de bombas.
Dessa forma, a estação de tratamento dos Ingleses, localizada na servidão Três Marias, seria o receptor de todo o esgoto coletado.
Um porém deste projeto, de acordo com os moradores, é que não serão contempladas com o saneamento as 30 casas mais próximas da Lagoa do Jacaré, nem a Escola Maria Tomázia, que recebe 600 crianças por dia.