Um protesto de trabalhadores da Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) no início da tarde desta terça-feira (21), em Florianópolis, gerou confusão entre manifestantes e agentes de segurança.
Protesto da Comcap em Florianópolis na tarde desta terça-feira (21) – Foto: Reprodução/NDNesta manhã, funcionários da Companhia anunciaram greve por tempo indeterminado. Os trabalhadores protestam contra a terceirização da Comcap.
Até as 13h, o ato seguia em frente à Estação de Transbordo da Comcap, no bairro Itacorubi. A entrada do local foi bloqueada pelos manifestantes com objetos, materiais e restos de móveis. O trânsito das proximidades não foi afetado.
SeguirHouve conflito envolvendo os trabalhadores, agentes da Guarda Municipal de Florianópolis e policiais militares. Os agentes tentaram desobstruir a passagem dos caminhões da Comcap. Pedras, objetos, cacos de vidro e até uma cadeira foram arremessados contra os agentes durante o protesto.
Houve enfrentamento e o estouro de bomba de gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas na cabeça: um manifestante e um agente da Guarda Municipal.
Veja o vídeo:
O secretário municipal da Segurança Pública, coronel Araújo Gomes, está no local e tenta negociar com os grevistas. A ação para abertura da Estação está sendo coordenada pela Guarda Municipal.
Anúncio da greve
A paralisação dos trabalhadores da Comcap foi anunciada na página do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis).
“Mesmo diante da situação caótica que vive o Norte da Ilha e da decisão judicial que proíbe a terceirização da Comcap, Gean Loureiro avança com seu projeto de entrega do patrimônio público, publicando licitações que terceirizam o setor operacional, a varrição e diversas outras funções”, diz o texto.
Os trabalhadores da Comcap exigem a retirada dos editais que terceirizam as funções da Autarquia, o cumprimento da decisão judicial e a saída imediata da Amazon Fort de Florianópolis, empresa terceirizada que atua na Capital.
A prefeitura de Florianópolis emitiu uma nota, em que diz que a paralisação “não possui nenhuma justificativa legal”.
“Nos últimos 2 anos, foram 13 assembleias, 5 greves e 21 dias paralisados. As regiões do Norte da Ilha e do Continente permanecem com a coleta de resíduos normal, já que possuem uma empresa privada, com um custo de metade do valor que era pago à Comcap. As demais regiões, o município já está trabalhando na contratação de novas equipes”, diz o poder municipal.
Segundo a nota, a Procuradoria de Florianópolis também está ingressando na justiça para declarar a ilegalidade da greve, já que não possui nenhuma justificativa legal.