VÍDEO: Paralisação relâmpago dos ônibus de Florianópolis afeta 65% do transporte

Motoristas e cobradores pararam as atividades às 6h desta quarta-feira (26); categoria alega falta de pagamento aos trabalhadores demitidos

Redação ND Florianópolis

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Uma paralisação relâmpago de cobradores e motoristas da empresa Canasvieiras foi deflagrada às 6h desta quarta-feira (26), em Florianópolis. A ação afeta 65% do transporte público da Capital.

O reflexo da paralisação já pode ser visto no Ticen (Terminal Integrado do Centro), onde dezenas de usuários esperam pela volta do serviço – Foto: WENNDEL PAIXÃO/NDTVO reflexo da paralisação já pode ser visto no Ticen (Terminal Integrado do Centro), onde dezenas de usuários esperam pela volta do serviço – Foto: WENNDEL PAIXÃO/NDTV

O acesso à garagem da empresa, no Norte da Ilha, foi fechado pelo Sintraturb (Sindicato do Trabalhadores do Transporte Urbano). A manifestação afeta o transporte na Bacia do Itacorubi, Leste e Norte da Ilha. Nem a empresa Transol está operando em razão do movimento.

Segundo o secretário de Comunicação e Imprensa do Sintraturb, Dionísio Linder, em entrevista à rádio Jovem Pan, o setor está insatisfeito com decisões que foram tomadas durante a pandemia, incluindo falta de pagamento aos trabalhadores demitidos.

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Transporte coletivo de Florianópolis está paralisado na manhã desta quarta-feira (26) – Vídeo: Guarda Municipal/Divulgação/ND

“Ontem no fim da tarde apresentaram uma notificação do plano dizendo que deviam R$ 100 para cada um e só iam pagar R$ 40 e os trabalhadores vão perder o resto. Por isso a indignação dos trabalhadores e todo mundo parou hoje”, diz.

Ainda conforme Linder, mais de 1.500 trabalhadores foram “sumariamente demitidos, sem o apoio do governo do Estado e de prefeituras da região” durante a pandemia.

Paralisação afeta 65% do transporte coletivo de Florianópolis – Vídeo: Guarda Municipal/Divulgação/ND

A prefeitura de Florianópolis informou que realizará uma reunião de emergência nas próximas horas para entender a divergência entre trabalhadores e empresas. “Há falha no cumprimento do contrato, o que pode acarretar multas”, diz em comunicado.

Em uma rede social, o prefeito Gean Loureiro (DEM) afirmou que “há uma falha grave no cumprimento do contrato. Floripa paga e paga muito bem para ter transporte rodando.”

Filas se formam no Ticen por conta da paralisação – Vídeo: WENNDEL PAIXÃO/NDTV

A administração municipal informou que irá se reunir com os envolvidos na paralisação e deve se pronunciar até o fim da manhã.

A Secretaria de Saúde municipal informou que alguns serviços podem ser afetados pela falta de transporte coletivo. Alguns profissionais de saúde estão sendo buscados em casa, mas “pela distância e incapacidade de planejamento prévio, é possível que haja alguma demora”.

Cerca de 65% do sistema está paralisado, o que influencia todo o sistema de transporte coletivo. O problema pode ser resolvido, de acordo com Linder, com a realização de uma proposta ainda hoje.

O consórcio Fênix informou que está apurando a situação e logo deve se posicionar em nota. A empresa Canasvieiras foi procurada para comentar o caso, mas não retornou até o fechamento da publicação. O espaço está aberto.

Falta no cumprimento de acordo

Segundo o representante do sindicato houve um acordo firmado entre sindicatos e empresas de transporte coletivo para pagamento de rescisões em seis meses, quando o transporte voltaria a funcionar, mas muitas delas entraram em recuperação judicial e não foi possível honrar o acordo.

“Nem o governo do Estado nos recebeu nesses dois anos de pandemia e agora estão vindo goela abaixo tirar os cobradores, não pagar o trabalhadores e estamos cansados de apanhar nessa pandemia inteira”, desabafou.

*Notícia em atualização

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