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Whoosh nega ilegalidades em patinetes em Florianópolis e diz que não foi notificada pelo MPSC

Empresa detentora dos patinetes em Florianópolis questiona atuação do MPSC, que recomendou ao município cessar o serviço na capital

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A Whoosh, marca responsável pelos patinetes utilizados em Florianópolis, se manifestou por meio de nota na qual reitera a lisura do seu vínculo com a prefeitura da Capital e a isenta de qualquer irregularidade na disponibilização do serviço.

A empresa ainda revela que “até hoje [2] não foi notificada” pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

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    Patinetes da Whoosh - Leo Munhoz/ND
    Patinetes da Whoosh - Leo Munhoz/ND
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    Patinetes da Whoosh, em Florianópolis - Leo Munhoz/ND
    Patinetes da Whoosh, em Florianópolis - Leo Munhoz/ND

O manifesto foi em repercussão à informação da Coluna Bom Dia, publicada com exclusividade, na qual um inquérito civil foi aberto na 31ª Promotoria de Justiça para apurar uma suposta irregularidade na atuação da empresa, na capital.

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A Whoosh, no entanto, explica que está munida de uma autorização para operar no município.

“O termo autoriza a Whoosh a operar até a efetivação de um edital de credenciamento, que não existia na época”, cita a nota que ainda reitera a abertura do processo no começo da noite da quarta-feira (1º).

CEO questiona postura do MPSC

O CEO da Whoosh no Brasil, Francisco Forbes, compartilhou um documento que explica o prazo de autorização firmado com o município, em documento assinado pelo secretário Ed Pereira no dia 5 de julho:

“Prazo de duração de 60 dias ou que que seja efetivado o processo de credenciamento junto a este município, podendo ser cancelada unilateralmente por deliberação do autorizador, sem aviso prévio”

Francisco ainda questiona as acusações da promotora Juliana Padrão Serra de Araújo nas quais as descreve como “graves”.

“É bastante grave a acusação dela [promotora], de que estávamos irregulares e que a gente está favorecendo mais os interesses públicos que o privado”, defendeu.

Confira a nota publicada pela Whoosh

Atualmente, a Whoosh opera em Florianópolis por força de um Termo de Autorização de uso de bem público, emitido pela Prefeitura de Florianópolis em 5 de julho de 2023. O termo autoriza a Whoosh a operar até a efetivação de um edital de credenciamento, que não existia na época.

Deste então, a Whoosh se empenhou, inclusive, em colaborar com os órgãos responsáveis para que a experiência deste projeto piloto oferecesse elementos para o processo de elaboração deste recém-publicado Edital. Tanto é que este documento traz um termo de referência para determinar as áreas de atuação e as principais regras que devem reger o serviço, desenvolvido pela Secretaria de Mobilidade a partir da experiência-piloto com a Whoosh.

A partir de sua publicação ontem (Edital de Licitação 0385/2023, de 1 de novembro), a empresa dá início ao novo processo de credenciamento. A Whoosh também afirma que até hoje não foi notificada pelo Ministério Público a respeito deste tema. Além disso, a Whoosh reitera que continua a cumprir com todas as suas obrigações relacionadas aos seus usuários e seu compromisso com a qualidade do serviço e segurança de seus usuários e cidadãos. Sendo assim, operações coordenadas e acordadas com as autoridades são a base da presença da Whoosh na cidade.

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