Após vídeo de dancinha com filha, Wesley Safadão é acusado de erotização infantil por deputada

Vídeo publicado em 17 de julho mostra cantor dançando e cantando música chamada "Macetando" com filha de oito anos

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Wesley Safadão virou alvo de representação no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos após ser denunciado por erotização infantil pela deputada federal Eliza Virgínia (PP). O motivo da denúncia se deu por um vídeo que cantor postou em seu Instagram no dia 17 de julho, no qual dança com sua filha de oito anos, a sua nova música chamada “Macetando”, que referencia o ato sexual no nome e na letra.

Em vídeo Wesley Safadão canta e dança com a filha de oito anos uma letra de música que fala sobre sexo explícito – Foto: Reprodução/Instagram/Divulgação/NDEm vídeo Wesley Safadão canta e dança com a filha de oito anos uma letra de música que fala sobre sexo explícito – Foto: Reprodução/Instagram/Divulgação/ND

Os trechos da canção do artista apresentam alto teor sexual, como é mostrado no trecho: “Ai, vida, ai, vida, ai vida, bota de red de melancia, pra novinha, com gin que tu vai ver p*tar*a. Chama as ‘amiguinha’, o baile vai ferver! Só quem é gostosa levanta a mão”. O refrão explicita ainda mais esse teor: “Vai sentando, novinha, sentando”.

A publicação rendeu diversas críticas de usuários da rede. “Alô Conselho Tutelar”, “Absurdo”, “#naoaerotizaçãoinfantil” e “A pergunta é, as pessoas que acham isso bonito sabem o significado de MACETANDO?”, são alguns dos comentários achados na postagem.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Em entrevista a revista Quem, a deputada que fez a denúncia ao Secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, afirma que Wesley Safadão ao dançar com filha esse tipo de música faz apologia à pedofilia.

“As crianças assistem ao vídeo e querem dançar também. Às vezes os pais nem prestam atenção às letras das músicas. Hoje em dia, tem criança que não sabe ler nem escrever, mas já sabe falar sobre sexo. Isso não pode ficar assim. As crianças estão sendo erotizadas”, afirma.

Além disso, Eliza Virgínia alegou que o vídeo possui “evidente erotização infantil”, que fere o Estatuto da Criança e do Adolescente quando é dito no artigo 3º que “a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral”.

Tópicos relacionados