Estudante de SC encontra gosma verde dentro de caixa de suco; veja fotos

Consumidora só encontrou o objeto estranho um dia após começar a beber o suco; ela relata que teve dores no abdômen

Marcos Jordão Florianópolis

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A estudante Juliana Jacinto teve uma surpresa desagradável durante o café da manhã nesta segunda-feira (21). Ao se servir com um suco, ela se deparou com uma espécie de “gosma” de cor verde saindo de dentro da embalagem.

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    Objeto foi encontrado dentro de embalagem de suco Ades, fabricado pela Coca-Cola - Juliana Jacinto/ND
    Objeto foi encontrado dentro de embalagem de suco Ades, fabricado pela Coca-Cola - Juliana Jacinto/ND
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    Além da "capa" verde, o interior era da cor lilás - Juliana Jacinto/ND
    Além da "capa" verde, o interior era da cor lilás - Juliana Jacinto/ND
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    Estudante relatou que sentiu dor de barriga um dia antes de encontrar, mas que já havia bebido o suco - Juliana Jacinto/ND
    Estudante relatou que sentiu dor de barriga um dia antes de encontrar, mas que já havia bebido o suco - Juliana Jacinto/ND

Em publicação divulgada no Facebook, Juliana, que é estudante de jornalismo na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e moradora do município de Itanhanhém (SP), fez o relato da experiência.

“Esse negócio verde ficou preso na abertura (da embalagem). Então, peguei uma pinça e comecei a puxar para ver o que era isso. A parte verde, que parece uma capinha, começou a rasgar e, conforme eu fui puxando, dentro tinha uma ‘geleca’ bege, parece pele de cobra, mas não tenho certeza”, relatou.

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Ela ainda contou que começou a tomar o suco no dia anterior e que teve dor de barriga durante a noite. Juliana atribuiu as dores ao suco somente na segunda-feira, quando encontrou o objeto dentro da embalagem.

Após o ocorrido, a estudante afirma que entrou em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da Coca-Cola, empresa dona da Ades. “Uma atendente ligou dizendo que iriam vir recolher os sucos que ainda tínhamos em casa até quinta-feira, tirando o que eu tomei ontem e hoje, ainda têm outros dois do mesmo lote fechados”, disse.

Além disso, a colaboradora da empresa informou que poderia escolher entre receber três novas caixas do suco ou a compensação pelo que foi pago, algo em torno de R$ 16.

“Eu conversei apenas pelo telefone com o SAC, mas a atendente falou que provavelmente era mofo”, contou Juliana.

Suspeita do que seria a gosma

A Coca-Cola Brasil informou à reportagem do ND+, nesta terça-feira (22), que a aparência do produto demonstrada nas fotos “é em geral relacionada ao desenvolvimento de bolor em momento posterior à produção e distribuição”.

A empresa detalha que o bolor – ou mofo -, é causado por microrganismos e pode se desenvolver quando ocorre alguma falha no manuseio, transporte ou armazenamento da embalagem – que é asséptica, ou seja, isenta de qualquer tipo de contaminação na condução normal desses procedimentos.

“Se a embalagem da bebida for danificada, isso permite a entrada de oxigênio e dos microrganismos causadores do bolor. A embalagem em perfeito estado é a principal barreira de proteção da integridade do produto”, afirma.

A Coca-Cola ainda destaca que a fabricação do Ades cumpre rigoroso controle de qualidade. “A planta de Pouso Alegre (MG), onde são produzidas as bebidas à base de soja da marca, segue todos os requisitos internacionais de segurança de alimentos, além de todas as legislações sanitárias do país”.

“As embalagens são recebidas em bobinas fechadas e as caixinhas são formadas somente na hora do envase dentro de um ambiente totalmente fechado e asséptico, sendo impossível a entrada de qualquer material estranho”, completa o comunicado.

A empresa ainda acrescenta que todas as etapas de fabricação são acompanhadas por técnicos que verificam se as embalagens são montadas da forma correta, se há vazamentos, se a tampa está corretamente colocada e se todos os itens têm o código do produto.

“O processo conta com análise de microbiologia, que assegura a não contaminação por microrganismos na produção. As bebidas ficam armazenadas por cinco dias até que o resultado dessa análise esteja de acordo com as normas e só então são liberadas para o mercado. Nossa área técnica trabalha no rastreamento e exame do lote ao qual pertence a embalagem mencionada”, finaliza a nota.

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