Ex-funcionária do Facebook expõe empresa após demissão

Haugen divulgou documentos que mostram que o Instagram, pertencente ao Facebook, causa depressão e ansiedade em adolescentes

Estadão Conteúdo Washington

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A ex-funcionária do Facebook, Frances Haugen, esteve no Senado dos EUA nesta terça-feira (5) e detalhou documentos internos reunidos por ela que mostram uma série de impactos negativos gerados por produtos da empresa.

Ex-gerente expôs antiga empresa alegando danos à saúde das crianças e adolescentes – Foto: Wikipedia/Divulgação/NDEx-gerente expôs antiga empresa alegando danos à saúde das crianças e adolescentes – Foto: Wikipedia/Divulgação/ND

Além dos documentos que mostram que o aplicativo Instagram, pertencente ao Facebook, causa depressão e ansiedade em garotas adolescentes, Frances Haugen divulgou outros arquivos da empresa.

Entre eles, estariam regras de moderação que favorecem determinados grupos sociais, algoritmos que promoveriam discórdia e informações de como os cartéis de drogas e traficantes de pessoas usam os serviços da rede social abertamente.

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Frances Haugen trabalhou até abril como gerente de produto contratada para ajudar na proteção contra a interferência eleitoral no Facebook.

Em reação às declarações da ex-funcionária, o Facebook divulgou uma nota. “Continuamos a fazer melhorias significativas para combater a disseminação de informações incorretas e conteúdo prejudicial”, disse a empresa em comunicado.

Discussão sobre regulamentação

Há ainda revelações nas quais os senadores disseram ter criado um impulso para regulamentações mais rígidas sobre a gigante da tecnologia.

Os parlamentares pediram o fortalecimento das leis de privacidade e concorrência, proteções online especiais para crianças, mais transparência nos algoritmos de mídia social e endurecimento da responsabilidade das plataformas.

“O Facebook sabe que os seus produtos podem ser tóxicos e viciantes para as crianças”, disse o senador Richard Blumenthal (Connecticut), que é  presidente do Subcomitê de Proteção ao Consumidor do Senado e conduziu a audiência.

Ele convocou o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, a comparecer perante o Congresso para testemunhar, classificando a empresa como “moralmente falida”.

O depoimento de Haugen motiva republicanos e democratas a atualizarem a lei de 1998 conhecida como Coppa, que rege os sites que coletam dados de crianças.

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