A explosão que matou mais de 200 pessoas e deixou outras 6,5 mil feridas completou três anos na última sexta-feira (4). No dia 4 de agosto de 2020, às 18h07, um incêndio em um armazém do porto de Beirute, no Líbano, causou uma das maiores explosões não nucleares já vistas.
Explosão deixou mais de 200 mil pessoas desabrigadas – Foto: Rede Social/Divulgação/NDEntenda o que causou a explosão
No local estavam armazenados 2,75 mil toneladas de nitrato de amônio, substância utilizada na fabricação de fertilizantes e inseticidas, mas que já foi usada em atentados, como o de Oklahoma.
O material foi “esquecido” sem as precauções e cuidados necessários no porto durante sete anos, depois que um navio cargueiro que o carregava fez uma parada fora dos planos em Beirute e não foi mais liberado.
SeguirHappened 3 years ago #Today, the 'Beirut Explosion' is considered one of the most powerful artificial non-nuclear explosions in history. It was equivalent to around 1.1 kilotons of TNT and generated an M3.3 earthquake
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— Massimo (@Rainmaker1973) August 4, 2023
‘Sem esperança’
O Líbano recorda o terceiro aniversário do ocorrido sem muitas esperanças de um dia elucidar a verdade por trás da tragédia e julgar os responsáveis, em um cenário de pressão política que bloqueia o processo judicial, conforme informações da agência internacional France-Presse ao R7.
A associação de famílias das vítimas, que luta há três anos para conseguir justiça, convocou uma manifestação para a área do porto.
Rima Zahed, irmão de funcionário do porto que morreu na tragédia, disse à AFP que “é um dia de luto e protesto contra o Estado libanês, que politiza nossa causa e interfere na ação da Justiça”.
“Três anos depois da explosão, a justiça está bloqueada e a verdade, dissimulada. Nenhuma das pessoas investigadas está na prisão”, acrescentou.
As autoridades libanesas rejeitaram os pedidos das famílias por uma investigação internacional e são acusadas de obstruir os inquéritos da Justiça local, em um país marcado por profundas divisões políticas e em colapso econômico.