A morte de uma idosa de 93 anos está repercutido no Paraná. Isso porque ela recebeu alta do hospital após um quadro de infecção urinária e voltou para a casa de ambulância, mas acabou caindo da maca e batendo a cabeça ao chegar na residência.
Polícia ainda investiga as circunstâncias da morte de Rosália Martins Machado, de 93 anos – Foto: Reprodução/InternetPor conta da queda, Rosália Martins Machado teve traumatismo craniano, porém foi deixada no quarto, só sendo socorrida novamente após dois dias, quando a família notou sinais de danos cerebrais. A polícia investiga as circunstâncias da morte, registrada no último domingo (27). As informações são do Uol.
Conforme apurado, quando aconteceu o acidente, a vítima tinha acabado de receber alta da unidade de pronto atendimento de Paranaguá, onde tratava da infecção, mas já apresentava quadro estável.
SeguirComo tinha dificuldade de locomoção, ela estava foi levada para casa de ambulância. Assim que chegou na residência, o motorista retirou a paciente do veículo, sozinho, no dia 23 de fevereiro.
“Como ela teve inchaço na perna e não andava, foi solicitada uma ambulância para trazer ela para casa. No veículo estavam o motorista, a minha irmã e ela [Rosália]. Quando chegaram, a minha irmã saiu para arrastar os móveis de casa e, em seguida, o motorista a retirou da ambulância e desafivelou a presilha que segurava a maca, que era bem alta, e foi aí que ela caiu. Ela bateu a cabeça em uma escrivaninha e depois caiu no chão. Foram três traumatismos, mas só vimos duas pancadas fortes”, comentou a enteada Daniele Machado, ao Uol.
De volta ao hospital
Rosália acabou sendo internada apenas na sexta-feira (25), já em estado grave, no Hospital Regional do Litoral, depois que a família percebeu que ela apresentava dificuldades na fala e perda de memória. A idosa acabou morrendo no domingo (27).
Segundo a família, o laudo para o IML foi liberado pela equipe médica para que um boletim de ocorrência fosse registrado. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso para verificar se, para esse tipo de transporte, seria obrigatório que houvesse mais profissionais para auxiliar o motorista da ambulância e se há como apontar responsabilidades quanto à morte da paciente.
“Ela tinha 93 anos; não tinha 20, 30 anos como os jovens, mas não queríamos que ela morresse dessa forma violenta. A família está muito abalada. Meu pai está muito triste, tem 87 anos, se arrasta para andar, viu ela caindo e não pode fazer nada”, desabafou Daniele ao Uol.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Paranaguá afirmou que “a Secretaria Municipal de Saúde está aguardando o Documento de Óbito, está acompanhando a situação e aguardando os dados oficiais da paciente para tomar as medidas cabíveis, caso necessário”.
O motorista que fez o atendimento foi afastado das funções temporariamente, até que a investigação apure o ocorrido. Uma sindicância interna também foi aberta pela Secretaria Municipal de Saúde.