Uma postagem no Twitter nesta quarta-feira (28) surpreendeu internautas. Em uma foto era possível ver um jacaré “tomando sol” em um colchão na água.
“Não sei oque me choca mais, um colchão inteiro, o Lacoste, ou isso ser Florianópolis”, dizia a legenda.
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— ᘜᕼOՏT_?️? virou estudante (@DT_Artie) December 28, 2022
No entanto, de acordo com a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis) a informação é falsa. Na verdade, o animal foi flagrado pela primeira vez em Manaus, no Amazonas.
A notícia foi veiculada inclusive em um jornal local da região chamado “portal tucumã”, dia 22 de dezembro. Na matéria, a informação era de que o bicho foi flagrado por moradores de uma região próxima a um rio, localizado em Manaus (AM), boiando em cima de um colchão, passeando pela água.
Ele teria sido fotografado quando avistado por moradores.
Foto ilustra descarte irregular e desequilíbrio
Ainda que não seja em Florianópolis, a imagem traz o retrato perfeito do descarte incorreto de resíduos. Segundo o biólogo Jackson Preuss, esse descarte desequilibra toda a biodiversidade da região.
“Isso é um indicativo de desequilíbrio ambiental. Esse colchão traz sérios riscos ambientais. Esse tipo de material como a espuma por muito tempo é degradado em pedaços menores, e os peixes acabam comendo. Além dos animais, o resíduo pode contaminar a água trazendo alteração química pro ambiente”, explica.
De acordo com a Floram, é provável que o animal estivesse em seu habitat natural, como um rio, no entanto o colchão foi descartado de maneira indevida e isso gera inúmeros problemas pra fauna e flora.
Colchão pode mudar fauna e flora do local onde foi flagrado – Foto: PMF/Divulgação/NDJacarés são comuns em Florianópolis
A pasta explicou que é comum avistar jacarés em córregos e regiões de manguezal em Florianópolis, uma vez que é o habitat natural deles. Principalmente quando no local apresenta alguma sinalização referente a esses animais.
A Floram recomenda que a população mantenha distância e não alimente os animais silvestres como jacarés e capivaras. Caso encontre esses animais fora de seu habitat natural ou em zona de risco, entre em contato com os órgãos ambientais, como a polícia ambiental.