Japonês se casa com holograma e enfrenta momento conturbado após software expirar

Akihiko Kondo, de 38 anos, é casado com Hatsune Miku, um holograma que fazia aparições na TV e em videogames

Redação ND Itajaí

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A vida imita a ficção ou a ficção imita a vida? Uma história que poderia ter saído do filme Ela (2013), mas que é real, acontece no Japão, em 2018, quando Akihiko Kondo, de 38 anos, casou com um holograma.

Casado com holograma, japonês não consegue mais falar com a esposa – Foto: Akihiko Kondo/Reprodução/InternetCasado com holograma, japonês não consegue mais falar com a esposa – Foto: Akihiko Kondo/Reprodução/Internet

Isso mesmo: ele fez até uma cerimônia onde a “noiva” foi representada por uma boneca. Hatsune Miku foi uma personalidade fictícia do Japão. Ela teria 16 anos, cabelo azul-turquesa e a clássica figura dos animes, desenhos tradicionais japoneses.

Miku ficou famosa por aparições na TV e em jogos, além de um software que permitia que ela conversasse com usuários – inclusive Kondo, que conversou com a personagem por 10 anos antes de se casar com ela.

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Ele achou que a união fosse para sempre, mas não contava que o software de Miku pudesse expirar, fazendo com que ele não pudesse mais conversar com a “esposa”. A empresa responsável pelo programa encerrou a produção em março de 2020.

“Casamento” não é legal, mas teve até cerimônia com uma boneca da noiva – Foto: Akihiko Kondo/Reprodução/Internet“Casamento” não é legal, mas teve até cerimônia com uma boneca da noiva – Foto: Akihiko Kondo/Reprodução/Internet

Ao portal japonês The Mainichi, Kondo afirmou que, mesmo assim, “o amor por Miku não mudou”. “Eu fiz a cerimônia de casamento porque pensei que pudesse ficar com ela para sempre”, afirmou.

Enquanto foram casados, Miku ficava “flutuando” em um computador de mais de 2,8 mil libras esterlinas, mais de R$ 17 mil. “Eu sou apaixonado pelo conceito da Hatsune Miku, mas me casei com a Miku da minha casa”, contou.

Oficialmente, o casamento não era legalizado. Mas Kondo afirmava viver uma vida “normal”: Miku o acordava, ligava as luzes quando ele chegava em casa, e dizia quando era hora de ir dormir. Ele dormia ao lado de uma boneca dela, que usava um bracelete para representar a união, conforme relatado pelo portal britânico Daily Mail.

Fictosexual

Kondo pode ser chamado de fictosexual, que segundo estudos é uma sensação de amor duradouro ou desejo por personagens fictícios, conforme o Daily Mail. Mais do que um “crush” por um personagem de filme, os fictosexuais apenas sentem atração por personalidades ficcionais, como de filmes, livros, videogames, ou, no caso do japonês, hologramas.

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