Um geógrafo e designer de mapas sênior da empresa Mapbox, criou um mapa interativo detalhando as pessoas mais influentes do mundo em diferentes áreas. Topi Tjukanov incluiu cultura, ciência, liderança e esporte nas categorias. Quem visita a plataforma pode localizar as cidades do mundo inteiro e ver quem são as pessoas mais notáveis de cada local.
Mapa criado por geógrafo e designer de mapas sênior mostra pessoas notáveis em cada cidade do mundo- Foto: Cassiano Psomas/Unsplash/NDDe acordo com o site, há duas pessoas influentes em Florianópolis. Na Ilha o destaque foi para o ex-tenista Guga Kuerten e na parte continental da cidade o escritor, antropólogo e gravurista Franklin Cascaes.
SeguirDid you know Freddie Mercury was born in Zanzibar and Barack Obama in Honolulu? Who is the most famous person from your home town?
I made a map of the most notable people around the world. Built with @Mapbox.
Check it out here: https://t.co/NR0J7nqTn1
— Topi Tjukanov (@tjukanov) July 28, 2022
Confira a história dos dois destaques da cidade:
Gustavo Kuerten
Gustavo Kuerten é filho de Alice Kuerten e Aldo Kuerten. Kuerten nasceu em Florianópolis no dia 10 de setembro de 1976.
Incentivado pelo pai – jogador amador e juiz de tênis, começou no tênis logo cedo, aos 6 anos de idade. No entanto, a virada de chave veio aos 14, quando passou a ser treinado por Larri Passos, profissional que viu todo o potencial de Guga.
Em 1994, ainda antes de se tornar profissional, Guga conquistou um título de Roland Garros no torneio de duplas masculinas juvenis jogando com o equatoriano Nicolas Lapentti.
Em 1995, sua carreira profissional começou. Logo no ano seguinte ele fez parte da equipe brasileira que fez o país alcançar a primeira divisão da Copa Davis, o que o colocou em posição de destaque no Brasil.
Em 1997, Kuerten venceu seu primeiro Roland Garros. À época, ele estava na 66ª posição do ranking de melhores tenistas do mundo e venceu o Grand Slam derrubando grandes nomes e derrotando o bicampeão Sergi Bruguera na final.
Ele ainda conquistou diversos títulos, sendo campeão do ATP Tour de Palma de Mallorca, do ATP Tour de Stuttgart, do Master Series de Monte Carlo e do Master Series de Roma.
Em 2000, veio o segundo título de Roland Garros e, com ele, a conquista do topo do ranking da ATP. Mais que o maior brasileiro, Guga Kuerten se tornou o maior tenista do mundo. Foi a primeira vez em que um tenista sul-americano foi concedido com tal honraria no esporte.
Já o tricampeonato, e último título de Grand Slam de Guga, veio no ano seguinte, em 2001 — acompanhado de 60 vitórias no ano e da 2ª colocação entre os maiores do ranking da ATP. Nos anos seguintes, no entanto, vieram as dores no quadril, as cirurgias e a queda de rendimento.
Guga Kuerten se tornou o maior tenista do mundo. Foi a primeira vez em que um tenista sul-americano foi concedido com tal honraria no esporte – Foto: Julian Finney/Getty Images/Divulgação/NDA despedida oficial do atleta foi em 25 de maio de 2008, na quadra central do campeonato que consagrou Guga Kuerten, o Roland Garros.
Ao fim de seus quase 20 anos de carreira, Guga somou 28 títulos, sendo 20 individuais e 8 em duplas. Além disso, ficou 43 semanas na primeira posição do ranking da ATP, sendo, oficialmente, o maior tenista do mundo. As informações são do site “Escola Guga”.
Franklin Cascaes
Franklin Joaquim Cascaes nasceu em 16 de outubro de 1908, na praia de Itaguaçu, na região continental de Florianópolis. Cascaes aprendeu desde pequeno os afazeres que garantiram o sustento da família.
Além de lidar com o engenho de açúcar e de farinha de mandioca existente na propriedade, sabia fazer balaios, tipitis, cordas de cipó, cercas de bambu, remos, gererés e tarrafas.
Entre todas as atividades e conhecimentos que dominava, o que mais gostava de fazer era rabiscar desenhos usando carvão, ou moldar bonecos imitativos das imagens dos altares e miniaturas de bichinhos de cerâmica feitos nas olarias. Também tinha grande curiosidade pelas histórias sobre bruxas.
O talento de Cascaes foi descoberto na Semana Santa de um ano qualquer da década de 20, quando a Praia de Itaguaçu ganhou uma série de esculturas, retratando a Via Sacra.
O respeitado professor Cid da Rocha Amaral, diretor da Escola de Aprendizes e Artífices de Santa Catarina, ficou encantado com o que viu e quis conhecer o autor da proeza. Encontrou um adolescente tímido, que tivera uma rigorosa educação religiosa.
Mural homenageia Franklin Cascaes na rua Vidal Ramos. A obra é de autoria do artista Thiago Valdi – Foto: PMF/ Divulgação/NDVencida a resistência paterna, Franklin aproveitou o incentivo para recuperar o atraso e iniciar seus estudos, até que em 1941 tornou-se professor da antiga Escola Industrial de Florianópolis.
Em 1950, quando sua cidade buscava fervorosamente a novidade e a modernidade invejada por outras cidades, Cascaes, ao contrário, como pressentindo os novos tempos, valorizava sua cidade.
Durante 40 anos, ele pesquisou diversos temas envolvendo o homem do litoral catarinense e as comunidades pesqueiras da Ilha de Santa Catarina, registrando tudo num trabalho quase arqueológico. Resgatou os fragmentos de uma tradição que já vinha se estilhaçando, com a chegada de um vento mais forte que o nosso vento sul: o do progresso.
De forma quase solitária, trabalhou incansavelmente recolhendo as histórias, rabiscando a mitologia, desenhando as formas, moldando as figuras, e mostrando domínio nas várias artes. Só não foi condenado ao insucesso pela persistência teimosa e pelo sentimento de que lidava com o seu próprio passado e com uma tradição que amava. As informações são do site oficial da Prefeitura de Florianópolis.