Uma mulher da Pensilvânia, nos Estados Unidos, desaparecida há mais de 30 anos e que tinha sido declarada morta, foi encontrada viva em Porto Rico. As autoridades norte-americanas afirmaram nesta sexta-feira (3) que finalmente foi desvendado um mistério de décadas. As informações são do The New York Times.
‘Mistério de anos é desvendado’: mulher desaparecida há 30 anos é encontrada em Porto Rico – Foto: Ross Township Police/Internet/ReproduçãoPatricia Kopta, agora com 83 anos, foi encontrada na ilha após ter comentado detalhes do seu passado com os funcionários de uma casa de repouso que cuidava dela a anos, contou o chefe do Departamento de Polícia de Ross Township, Brian Kohlhepp, em entrevista coletiva.
Segundo Kohlhepp, a casa de repouso teria entrado em contato com a polícia no ano passado e dito aos investigadores que eles estava cuidando de uma mulher com demência que pode ter desaparecido da Pensilvânia, perto de Pittsburgh, em 1992.
SeguirA clínica não deu detalhes às autoridades de como chegaram a essa conclusão ou de como ela teria chegado até o local. A irmã mais nova de Patricia, que participou da coletiva na sexta-feira, disse qual foi o sentimento quando a polícia determinou, por meio do DNA, que sua irmã estava em Porto Rico. “Não acreditei, foi um choque total.”
Os funcionários da casa de repouso teriam coletado o DNA da mulher e enviaram aos investigadores. As amostras foram enviadas para um laboratório, onde no teste foi detectado que ela era realmente a mulher desaparecida.
Conhecida por vagar pelas ruas do Centro de Pittsburgh pregando o evangelho, ela também tinha histórico de transtorno mental antes de desaparecer aos 52 anos, segundo sua família e o chefe de polícia.
Durante anos de investigações com pistas esparsas, a polícia acredita que Patricia teria partido por vontade própria. Em 1999, os funcionários de uma casa de repouso, em Porto Rico, teriam encontrado a mulher vagando pelas ruas.
Segundo Kohlhepp, ela não aceitou falar sobre sua vida privada e passada com a equipe da casa de repouso, então eles elaboraram uma teoria de como a mulher teria chegado a Porto Rico: um navio de cruzeiro da Europa a deixou em uma das praias.
Na época, seu marido e parentes acreditaram que ela poderia estar morta. “Foi difícil para todos nós porque nós – minha mãe, minha irmã e eu – nos preocupávamos com ela constantemente”, disse sua irmã.
A irmã afirmou que está planejando ir visitá-la em Porto Rico, mesmo que a demência impeça ela de ser reconhecida. Já o marido de Patricia se sentiu contente em saber o que havia acontecido com a esposa.
“Depois de 30 anos, você tenta esquecer isso”, disse ele. “Agora posso esquecer. Nós sabemos o que aconteceu e ela está cuidando agora“.
Ele ainda relembrou seus esforços para encontrá-la. O marido teria pago um anúncio em um jornal porto-riquenho que alertava os leitores sobre o desaparecimento de sua esposa.
Ele imaginou que a esposa pudesse estar na ilha, pois ela gostava do lugar. Ela poderia ter voltado para casa a qualquer momento”, contou. “Mas ela… era isso que ela queria. Ela sempre disse que queria ir para um clima quente.”
*Com informações do The New York Times.