O que é a doença rara que matou a promoter Alicinha Cavalcanti

Conhecida em todo o Brasil, Alicinha tinha apenas 58 anos e não reconhecia mais os amigos

Redação ND Florianópolis

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A promoter Alicinha Cavalcanti, 58 anos, morreu em São Paulo, nesta segunda-feira (2), vítima de complicações da doença APP (Afasia Progressiva Primária). É uma síndrome considerada rara, que afeta a parte frontotemporal do cérebro.

Alicinha Cavalcanti tinha 58 anos – Foto: Instagram/ReproduçãoAlicinha Cavalcanti tinha 58 anos – Foto: Instagram/Reprodução

As apresentadoras Marília Gabriela e Astrid Fontenelle, amigas de Alicinha, confirmaram a informação nas redes sociais.

“Perdi hoje minha amiga mais sapeca e deliciosa. Mulher forte. Mulher amorosa”, escreveu Astrid.  Alicinha era uma das promotoras de eventos mais famosas do Brasil.

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“Foi supercombativa em sua luta contra a infelizmente invencível Afasia Progressiva Primária. Lutou e lutou até hoje pela manhã”, disse Marília.

Em entrevista ao UOL, o neurocirurgião,  Danillo Vilela, explica que a APP é degenerativa e sempre piora, com ou sem tratamento. Assim, a habilidade de comunicação do paciente se torna mais difícil conforme o tempo passa.

Na publicação, Adriana conta que Alicinha não era mais a mesma. “Minha amiga-irmã do coração estava com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) desde 2017 e já não reconhecia mais os amigos”, escreveu.

Não existe medicamento específico, tampouco cura para a doença. Toda a medicação é paliativa, assim como as atividades de fisioterapia e fonoaudiologia.

No entanto, as complicações causadas pela doença é que levam à morte. É necessário alimentação por sonda, o que aumenta o risco de processo de infecção e comprometimento de órgão, diz Vilela.

Além da APP, Alicinha tinha ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). A doença causa um grande comprometimento físico e não mental, mas ambas são degenerativas.

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