O terror de gerações: estudo revela que ‘múmia sereia’ é parte peixe, macaco e réptil

Os segredos que envolvem a 'criatura' assustadora e desconhecida começaram a ser revelados por pesquisadores que buscavam descobrir o que era a 'múmia sereia'

Redação ND Florianópolis

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A estrutura de uma criatura assustadora, que aterrorizou as pessoas de várias gerações, parece ter sido formada com parte de peixe, de réptil e de macaco.  A espécie de ‘múmia sereia’ tem um rosto careta, com finos cabelos grisalhos. Ela ainda possui garras e cauda.

Imagem da ‘múmia  sereia’ – Foto: Universidade de Ciências e Artes de Kurashiki/Divulgação/NDImagem da ‘múmia  sereia’ – Foto: Universidade de Ciências e Artes de Kurashiki/Divulgação/ND

Estima-se que o minúsculo ‘monstro’, conforme publicação do Metro,  chegou aos Estados Unidos na década de 1870.  A sereia foi trazida do Japão, por um marinheiro americano. Ele a doou à Sociedade Histórica do Condado de Clark em Springfield, Ohio, em 1906, aponta a publicação.

Múmia sereia: novos diagnósticos

Após mais de 100 anos do encontro da criatura, novos estudos foram feitos para tentar descobrir exatamente o que é a múmia. O diagnóstico, feito após exames com raios X e tomografias computadorizadas, aponta que o pequeno monstro é um “Frankenstein” de espécies diferentes. Esse procedimento ocorreu no início de 2022, e foi a primeira parte da pesquisa que buscava resolver o mistério.

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“Parece ser uma mistura de pelo menos três espécies diferentes externamente”, disse Joseph Cress, radiologista da Northern Kentucky University.

”Tem a cabeça e o torso de um macaco, as mãos parecem as de um anfíbio, quase como um jacaré, crocodilo ou algum tipo de lagarto”, observou. ‘E depois há aquela cauda de peixe – novamente, espécie desconhecida’, acrescentou.

A próxima etapa da pesquisa, que buscava entender do que se tratava o objeto, incluiu a coleta de informações de DNA dos diferentes ossos, que compunham a mesma múmia, conforme divulgou o portal Uol.

Segundo a publicação, os pesquisadores da Universidade de Ciências e Artes de Kurashiki perceberam que se tratava de um objeto criado por seres humanos, e não os restos mortais de um animal.

O pequeno monstro, segundo apuraram os pesquisadores, tinha parte de papel, tecido e algodão. Algumas das imagens de raio-X mostraram que faltavam ossos importantes do crânio e do esqueleto à criatura. Contudo, na parte inferior do corpo havia verdadeiros ossos de peixe. Os dentes da “múmia” eram de um peixe carnívoro, enquanto os braços, ombros e bochechas eram cobertos por pele de baiacu.

“Com base em nossa análise e na história da criação da múmia no Japão, só podemos concluir que a ‘múmia de sereia’ provavelmente foi feita pelo homem”, disse o paleontólogo Takafumi Kato

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