Pesquisa aponta que brasileiros não comeriam insetos; veja a lista e diga se você teria coragem

Brasileiros afirmaram que não comeriam baratas e larvas, mas que aceitariam grilos e gafanhotos

R7 Chapecó

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O pesquisador Antônio Bisconsin Júnior, cientista de alimentos e professor do Instituto Federal de Rondônia, realizou o seu doutorado na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e concluiu que 51% dos brasileiros ainda mencionam total rejeição à possibilidade de comer insetos. Somente 13% manifestaram alguma aceitação de experimentar esses alimentos.

Grilos estão entre as possibilidades aceitas para consumo – Foto: Reprodução/PixabayGrilos estão entre as possibilidades aceitas para consumo – Foto: Reprodução/Pixabay

Bisconsin Júnior conta que a ideia de pesquisar sobre o tema surgiu em 2013, quando a ONU (Organização das Nações Unidas) publicou um relatório global explicando as vantagens do uso de insetos na alimentação humana — esses animais, que já fazem parte do cardápio de cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo, são altamente proteicos e nutritivos e fazem parte da cultura de muitos povos.

Quando os entrevistados foram questionados sobre por que comer insetos, 28% disseram que só comeriam em casos de sobrevivência, como situações de fome extrema, sem possibilidade de ingerir outras coisas. O estudo mostra ainda que 24% disseram que comeriam por curiosidade; 13% relataram que consumiriam porque os insetos são nutritivos; e 8% afirmaram que faz bem à saúde.

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Os pesquisadores avaliaram a aceitação no consumo de espécies de insetos baseados em respostas que levam em consideração um índice que varia de -100 (pior aceitação) a +100 (maior aceitação). Nesse item, os grilos e gafanhotos apareceram em primeiro lugar e ganharam a melhor aceitação, com nota +34 (eles foram mais associados a grama, terra, ao ambiente mais limpo e natural).

Em seguida vieram as formigas, com nota +25 de aceitação (que são comuns em alguns povos e são usadas como iguarias por alguns chefs de cozinha), depois as larvas, com nota -2 de aceitação, já indicando uma rejeição (elas foram associadas à deterioração de alimentos e matéria orgânica). Por último, as baratas tiveram nota -44 na aceitação (elas foram associadas a sujeira, esgoto e doenças).

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