Uma diretora do Twitter foi fotografada enquanto dormia em um dos escritórios da empresa. O registro foi publicado em sua própria rede social e foi divulgado enquanto os times da plataforma correm contra o tempo para implementar a funcionalidade de verificação paga de contas anunciada por Elon Musk, dono da rede social. As informações são do Portal R7.
A “bela adormecida” na foto é Esther Crawford, diretora de produto do Twitter e líder do time que desenvolve a nova função – Foto: Twitter/Divulgação/NDA “bela adormecida” na foto é Esther Crawford, diretora de produto do Twitter e líder do time que desenvolve a nova função. Após a postagem, Esther retuitou e comentou a foto.
SeguirWhen your team is pushing round the clock to make deadlines sometimes you #SleepWhereYouWork https://t.co/UBGKYPilbD
— Esther Crawford ✨ (@esthercrawford) November 2, 2022
Em tradução livre, o tuíte dela diz: “Quando sua equipe está se esforçando o tempo todo para cumprir prazos, às vezes você #DormeOndeVocêTrabalha”.
Após a foto ter viralizado e muitas pessoas criticarem a ideia de dormir no ambiente de trabalho, Esther tentou explicar um pouco mais o real motivo de resolver descansar perto da mesa do escritório.
“Já que algumas pessoas estão perdendo a cabeça, vou explicar: fazer coisas difíceis requer sacrifício (tempo, energia etc.). Tenho colegas de equipe ao redor do mundo que estão se esforçando para trazer algo novo à vida, sendo importante para mim aparecer para eles”, disse ainda, e citou que a rede social está em um período de “enorme transição comercial e cultural”.
Pressão financeira
Um importante site de notícias norte-americano afirma que Elon Musk tem pressa em fazer o Twitter ganhar dinheiro, e essa nova diretriz da empresa, pode ser a motivação dos prazos apertados e do discurso da diretora da empresa.
Boatos revelam que a rede social deve ganhar um recurso de mensagens diretas e vídeos pagos, com receitas divididas entre os publicadores e a direção do Twitter.
Ainda não é possível saber quanto desses produtos são fruto do início da gestão de Elon Musk, mas uma reportagem do jornal Washington Post afirma que os prazos acelerados e a pressão por resultados são, sem dúvida, coisas novas e inéditas nos times da plataforma.
Ambos os produtos são avaliados como “arriscados” por funcionários da empresa, por sinalizarem uma mudança brusca na relação da rede social com seus usuários, que estão acostumados a um ambiente de compartilhamento livre e com o mínimo de barreiras.
Existe ainda o risco de processos por direitos autorais, uma vez que muitos dos vídeos que viralizam na rede são republicados de agências de notícias ou outras redes sociais.
A quantidade de recursos que parecem terem sido anunciados unicamente para gerar lucros rapidamente, vai de encontro com o discurso de Musk, que afirmou que não comprou o Twitter para ganhar mais dinheiro, embora tenha tentando se livrar do acordo de compra diversas vezes.
O New York Times sugeriu que as finanças podem ser um problema gigantesco para a empresa nos próximos anos. Só com juros, a rede social terá de gastar anualmente cerca de 1 bilhão de dólares (R$ 5,15 bilhões no câmbio atual), muito mais do que os lucros totais de 2021.
Ainda que Elon Musk seja o homem mais rico do mundo, cuidar de uma empresa que pagará quantias bilionárias apenas em juros pode ser um problema grave a ser enfrentado.