O final de semana foi marcado por novas manifestações críticas contra a ardilosa cerimônia de posse do ministro Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral.
O primeiro a criticar o discurso do novo presidente foi o ministro Marco Aurélio Mello: “Perdeu esta sofrida República, perdeu o Brasil. Que tristeza. Com muita dor, fui testemunha do nefasto acontecimento.”
Intimidade reveladora – Foto: DivulgaçãoO vice-presidente do TRE do Distrito Federal, desembargador Sebastião Coelho da Silva, requereu sua aposentadoria com críticas ao ministro ao novo presidente. Declarou: “O ministro Alexandre de Moraes, em seu discurso de posse, fez uma declaração de guerra ao Brasil”.
SeguirO magistrado assinalou que estava se despedindo porque não aceitava o que vem ocorrendo com o STF: “O discurso de Alexandre Moraes inflama. Não agrega. Precisa ter sobriedade. Magistrado não é político e nem celebridade para aparecer nas redes sociais.”
Acontecimento rotineiro, a posse foi uma festa grandiosa apenas para fortalecer a posição do novo presidente, justamente o mais criticado por juristas qualificados por seus atos ilegais.
A ênfase dada por Alexandre de Moraes às urnas eletrônicas mereceu apoio entusiástico da plateia, que virou claque do “sistema”. Mas não confere com a realidade mundial. O Pentágono já teve a informática violada. As urnas eletrônicas adotadas até hoje são de primeira geração e mantidas apenas no Brasil, Butão e Bangladesch. Os outros países implantaram o voto eletrônico, mas auditável e máquinas mais modernas. Até o Tribunal da Alemanha vetou este sistema.
Moraes também falou muito sobre defesa das instituições e respeito à Constituição. Mas está cansado de ignorar ou rasgar a Carta Magna, atos denunciados pelas maiores autoridades em Direito no Brasil.
Ficou claro que o “sistema” é mais poderoso do que imaginado. Uma pesquisa séria indicaria o que a população pensa sobre as flagrantes contradições do discurso oficial.
É notória esta desconexão em relação à maioria da população.
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