Um ano e 3 meses depois do crime brutal que chocou Santa Catarina e o Brasil, a acusada de matar uma jovem grávida para roubar o bebê vai ficar cara a cara pela primeira vez com testemunhas e familiares da vítima, nesta quarta-feira (24).
Rozalba em depoimento à Polícia Civil no dia 28 de agosto, um dia após o crime em Canelinha – Foto: Reprodução/NDO crime aconteceu em Canelinha, na Grande Florianópolis, em agosto de 2020. Desde então, a acusada ficou presa preventivamente. Agora, ela vai a júri popular nesta quarta, na Câmara de Vereadores de Tijucas, na Grande Florianópolis.
Para receber o júri, não haverá expediente do Legislativo, e a Polícia Militar deve reforçar a segurança no local. Segundo o tenente Daniel Duering, da Polícia Militar de Tijucas, afirma que o entorno da Câmara de Vereadores será isolada para o público durante o julgamento, para proteger tanto as testemunhas e quem vai compor o júri quanto a acusada. O tático de Balneário Camboriú e o canil também devem prestar apoio.
Seguir> Grávida de Canelinha: relembre crime que chocou o Brasil e o mundo, um ano depois
A previsão é que as 16 testemunhas apontadas sejam ouvidas nesta quarta. O júri começa às 8h, e a expectativa da população é que ainda na quarta se saiba de Rozalba Maria Grime será condenada ou não pelo crime.
Câmara de Vereadores de Tijucas vai receber o júri popular de Rozalba Maria Grime – Foto: Câmara de Vereadores de TijucasRozalba, de 27 anos, foi pronunciada pelos crimes de feminicídio qualificado por motivo torpe, usando meio cruel, por dissimulação e para encobrir outro crime, no caso o parto forçado e o “roubo” da criança.
Além disso, ela foi denunciada por tentativa de homicídio qualificado do bebê, que foi ferido durante o parto forçado. Ela pode responder ainda por ocultação de cadáver, parto suposto, subtração de incapaz e fraude processual.
A advogada de defesa, Bruna dos Anjos, afirma que a intenção da defesa não é negar a autoria do crime. Além de cumprir um direito de Rozalba, a advogada quer garantir que ela cumpra a pena considerada justa por ela.