O homem acusado de abusar de 22 crianças que frequentavam uma creche em Itapema teve o pedido de habeas corpus negado pela Justiça catarinense.
O pedido da defesa era que o homem respondesse ao processo em liberdade. Ele foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por estupro de vulnerável, e passou a ser réu em uma ação penal pública.
Dono de creche acusado de abusar de 22 crianças em SC tem pedido de liberdade negado – Foto: Paulo Metling/NDTVEle foi preso no dia 28 de junho, ao se apresentar à Delegacia de Polícia de Barra Velha. O homem havia passado 10 dias foragido, depois que a Polícia Civil emitiu um mandado de prisão contra ele.
SeguirA denúncia foi proposta no dia 14 de junho e aceita pela Justiça no dia seguinte. A Ação Penal Pública agora aguarda a defesa prévia do réu e tramita em sigilo, pois se refere a um crime que atenta contra a dignidade sexual e cujas vítimas são crianças.
Relembre o caso
Em maio deste ano, a mãe de uma menininha de 4 anos denunciou o homem por abusar da filha, nos dias seguintes foram surgindo novas denúncias que chegam a 22 crianças entre 1 e 7 anos. Ele teria praticado atos libidinosos diversos da conjunção carnal.
A tática usada pelo suposto abusador surpreende, ao invés de ameaçar ou colocar medo nas crianças, ele dizia fazer aqueles atos porque as amava e era amigo delas, apesar das crianças relatarem dor.
A mãe acionou o Conselho Tutelar após ouvir o relato da filha. A criança passou por um exame de corpo de delito. “Tive que colocar minha fila em posição ginecológica aos 4 anos, tem noção do que é isso?”, relata a mãe.
Pais protestaram em frente à Delegacia de Polícia Civil pedindo por justiça pelas crianças – Foto: Paulo Metling/NDTVPadrão de comportamento
As crianças relatam que os abusos ocorriam no quarto do soninho. “A minha filha me desarmou às 16h30 da tarde, quando eu dei um beijinho no pescoço dela e joguei ela no colo, como uma brincadeira. E ela começou a relatar em detalhes como tinha acontecido e quem fazia”, conta uma mãe.
“Eu não faço nada quando estou no colo dele”, relatou uma das crianças à mãe.
Outra mãe conta a revolta que sentiu ao saber dos abusos que a filha sofria. “Revolta, né? Não tem outra palavra pra definir. É revoltante, você precisa deixar seu filho lá, não porque você quer, mas porque você precisa trabalhar”, contou.