O TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) julga nesta terça-feira (11), a partir das 9h, o terceiro acusado de participar do episódio que ficou conhecido como a ‘chacina da Costeira’. O caso foi em abril de 2017 em Florianópolis e terminou com quatro homens mortos e dois gravemente feridos.
Chacina ocorreu no reduto do traficante Sérgio de Souza, o Neném da Costeira – Foto: Marco Santiago/Arquivo/NDA acusação feita pelo MPSC (Ministério Público de SC) aponta que Fernando Varela Zancheta, conhecido na facção criminosa como “Xadrez”, foi um dos mandantes do crime que culminou em quatro mortes.
Na denúncia, o MPSC detalha a noite do crime e a participação de Zancheta na ação. Apesar de não participar diretamente do intenso tiroteio, ele é acusado de arquitetar o crime e dar apoio na tentativa de fuga dos comparsas.
Seguir“Tem-se, portanto, que os denunciados Ricardo e Fernando, em comunhão de vontades e união de desígnios, incentivando e prestando auxílio material e moral, tramaram a morte das vítimas e ficaram aguardando no local os demais executores dos crimes, coma finalidade de darem guarida à ação delituosa e fuga aos comparsas”, aponta o despacho.
Ricardo, citado pelo MPSC, se trata de Ricardo Collin Gonçalves, que já foi julgado em março de 2023 e condenado a mais de 100 anos de prisão de regime fechado. Ambos foram presos em flagrante na noite do crime.
Os presos respondem por quatro homicídios, duas tentativas de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e participação em organização criminosa.
Cachina da Costeira
Naquele ano, um grupo armado de pelo menos 15 homens invadiu o “Morro do Neném”, na Costeira do Pirajubaé. Na Servidão Maycon Francisco Pereira – conhecida como “rua da firma” -, eles executaram quatro supostos integrantes de uma facção rival.
Após o crime, policiais fizeram incursões no bairro – Foto: Marco Santiago/Arquivo/ NDOutros dois oponentes também ficaram feridos. O reduto, na época, era conhecido por ser do traficante Sérgio de Souza, o Neném da Costeira.