Acusado de estupro contra influenciadora de Joinville é condenado; ‘É luta por mim e por todas’

Jovem divulgou a decisão da Justiça nas redes sociais. Ela foi estuprada por um homem em plena luz do dia, em uma avenida movimentada da cidade

Foto de Lincoln Pradal

Lincoln Pradal Joinville

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O homem acusado pelo estupro da influenciadora Nina Tobal, ocorrido em janeiro deste ano em Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi condenado pela Justiça nesta quarta-feira (5). A decisão foi divulgada por Nina em suas redes sociais.

Vítima foi estuprada em meio às arvores da avenida Hermann August Lepper – Foto:Divulgação/NDVítima foi estuprada em meio às arvores da avenida Hermann August Lepper – Foto:Divulgação/ND

Na publicação, a jovem de 20 anos relembra o caso, e agradece o apoio dos familiares e dos advogados que a acompanharam desde o crime. “O sentimento que eu sinto hoje é indescritível e imensurável. É luta por mim e por todas”.

O crime ocorreu em plena luz do dia, na avenida Hermann August Lepper, no dia 9 de janeiro, próximo à prefeitura da cidade. A influenciadora tinha acabado de sair do local, quando começou a ser perseguida por um homem.

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Influenciadora relatou caso nas redes sociais

“Eu estava andando normalmente, não é um caminho que eu faço todos os dias, mas sempre andei na rua sozinha e nunca tive problema. Quando saí da prefeitura senti algo estranho, mas continuei caminhando. Na avenida, percebi que ele estava me seguindo, olhei para trás, apertei o passo, mas ele também e me alcançou, me segurou pelo braço”, lembra a jovem.

Após render a jovem, o homem anunciou um assalto e mandou que ela não esboçasse reação. “Eu falei que poderia levar tudo, mas que não me machucasse. Ele tirou o pênis e começou a se masturbar atrás de mim, ficou se esfregando em mim e eu não consegui gritar. Não conseguia fazer nada. Acho que porque ele falou que me mataria. Não consegui ter reação”, conta.

O homem ejaculou na calça da jovem e ordenou que ela seguisse na direção contrária da dele. Depois do crime, Nina se abrigou na guarita de uma empresa e foi amparada por uma amiga, que iria encontrar após sair da prefeitura de Joinville.

Imediatamente, Nina Tobal acionou a Polícia Militar e foi levada à Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso), onde prestou depoimento.

Seis meses depois, o acusado foi condenado à prisão, em regime inicial fechado, com base no Art. 213 do Código Penal, que prevê pena de seis a dez anos de reclusão pelo crime de estupro. Os detalhes do processo e o tempo total da pena não foram divulgados, pois o caso tramita em segredo de Justiça.

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