Claudinei Tizon, pai acusado de matar a própria filha, Géssica Dias Tizon, com golpes de faca e ferir a ex-mulher, Claudete Tizon e outras três pessoas da mesma família, vai a júri em 23 de agosto deste ano na comarca de Ascurra, no Vale do Itajaí. O crime ocorreu em abril do ano passado na localidade de Rio Belo, na cidade de Rodeio.
Da esquerda para a direita: avó de Gessica, Gessica, Claudinei Tizon (atrás), Claudete Tizon (mãe da vítima), avô de Gessica (materno) – Foto: Reprodução/NDSegundo a denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), uma escalada de violência permeou toda a união do casal – que conviveu em união estável por aproximadamente 23 anos e teve três filhos -, mas foram nos 15 dias anteriores ao fato que as agressões e ameaças se intensificaram.
Cansada da situação, a mulher procurou a polícia e pediu uma medida protetiva contra o agressor, mas antes mesmo de ser intimado acerca da decisão, o homem teria decidido tirar a vida da companheira e de quem tentasse impedi-lo.
SeguirAinda de acordo com a denúncia, armado com uma carabina artesanal calibre .22, uma faca tática e uma faca de cozinha grande, o denunciado foi até a residência da família da ex-mulher e esfaqueou – com quatro golpes – a própria filha, que não resistiu aos ferimentos e morreu; e feriu outras quatro pessoas: a ex-mulher, o ex-sogro, a ex-sogra e o ex-cunhado.
Géssica Dias Tizon foi morta pelo próprio pai – Foto: Reprodução/NDO réu responderá por homicídio qualificado, por feminicídio, motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (filha); tentativa de homicídio qualificado, por feminicídio, motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (ex-mulher) e por três tentativas de homicídio qualificado, por motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (ex-sogro, ex-sogra e ex-cunhado).
A sessão do Tribunal do Júri foi será presidida pelo juiz Josmael Rodrigo Camargo, da Vara Única daquela comarca.