Acusado de matar advogada por ciúmes e esconder corpo irá a júri popular em SC

O crime aconteceu em setembro em Caçador, no Oeste, e os restos mortais de Karize Fagundes foram achados mais de um mês depois

Foto de Daiane Carolina

Daiane Carolina Chapecó

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A Polícia Civil localizou os restos mortais da advogada Karize Ana Fagundes Lemos, no dia 8 de novembro – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDA Polícia Civil localizou os restos mortais da advogada Karize Ana Fagundes Lemos, no dia 8 de novembro – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND

A Justiça da comarca de Caçador decidiu que será levado a júri popular o homem acusado de matar e esconder o corpo da companheira, uma advogada da região.

A advogada Karize Ana Fagundes Lemos, de 33 anos, desapareceu no dia 29 de setembro. As investigações apontaram que o marido teria enforcado a mulher e depois descartado em uma área de mata.

Crime contra a advogada teria sido motivado por ciúmes

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homicídio ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2024, na casa onde o casal morava. O acusado teria enforcado a companheira com uma corda de sisal, agindo por ciúmes e sentimento de posse. A vítima estava em recuperação de uma cirurgia e com a saúde debilitada, o que teria impossibilitado qualquer reação.

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Corpo foi localizado mais de um mês depois

Após o assassinato, o homem escondeu o corpo em uma área de mata no município de Palmas, no Paraná. Os restos mortais foram encontrados no dia 8 de novembro de 2024, enrolados em um cobertor.

A localização foi possível após a análise de dados extraídos de celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos com o suspeito.

A Polícia Civil localizou o corpo em uma área de mata próximo do município de Palmas – Foto: Polícia Civil do Paraná/NDA Polícia Civil localizou o corpo em uma área de mata próximo do município de Palmas – Foto: Polícia Civil do Paraná/ND

Acusado foi preso com objetos da vítima

Segundo os autos, mensagens de texto, áudios e registros de geolocalização ajudaram a reconstruir o trajeto feito pelo acusado após o crime. Ele foi preso em flagrante em Guaíra (PR), com diversos pertences da vítima.

Réu será julgado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver

A Justiça pronunciou o acusado pelos crimes de homicídio qualificado, por motivo torpe, asfixia, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além de ocultação de cadáver.

O julgamento acontecerá pelo Tribunal do Júri em Caçador, com data ainda a ser definida. O processo tramita em segredo de justiça.

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    Polícia Civil investiga possível feminicídio contra a advogada Karize - Internet/ND
    Polícia Civil investiga possível feminicídio contra a advogada Karize - Internet/ND
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    O homem foi preso em um motel em Guaíra, no Paraná - BPMFron/Paraná/ND
    O homem foi preso em um motel em Guaíra, no Paraná - BPMFron/Paraná/ND
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    A advogada Karize Ana Fagundes Lemos, de 33 anos, foi morta pelo marido, mas 10 dias após o crime o corpo ainda não foi encontrado. - Arquivo Pessoal/ND
    A advogada Karize Ana Fagundes Lemos, de 33 anos, foi morta pelo marido, mas 10 dias após o crime o corpo ainda não foi encontrado. - Arquivo Pessoal/ND
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    A Polícia Civil localizou o corpo em uma área de mata próximo do município de Palmas - Polícia Civil do Paraná/ND
    A Polícia Civil localizou o corpo em uma área de mata próximo do município de Palmas - Polícia Civil do Paraná/ND
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    A mulher e o suposto amante teriam sido mortos na casa dela. - Polícia Militar/Divulgação/ND
    A mulher e o suposto amante teriam sido mortos na casa dela. - Polícia Militar/Divulgação/ND

Denuncie a violência contra a mulher Toda violência doméstica deve ser denunciada sob a Lei Maria da Penha. Se presenciou ou foi vítima, informe as autoridades. Em Santa Catarina, a denúncia pode ser feita de maneira online na Delegacia de Polícia Virtual da Mulher por este link ou pelo WhatsApp (48) 98844-0011. Na Polícia Militar, usa-se o aplicativo PMSC Cidadão. Já por telefone, a denúncia pode ser anônima pelos telefones 181 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar) e 180 (Disque Denúncia).

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