Acusado de matar Indira em Itajaí é indiciado e tem a prisão preventiva decretada

Servidora do Poder Judiciário foi morta asfixiada em janeiro deste ano; companheiro é acusado e segue preso

Redação ND Itajaí

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Leonardo Trainotti teve a prisão temporária convertida em preventiva nesta segunda-feira (7). Ele foi indiciado pela morte de Indira Mihara Felsky Krieger, de 35 anos, morta no dia 8 de janeiro deste ano. A servidora do PJSC (Poder Judiciário de Santa Catarina) foi asfixiada e teve o carro roubados.

Indira teria sido morta pelo companheiro após discussão por uso de drogas – Foto: Reprodução/Internet/NDIndira teria sido morta pelo companheiro após discussão por uso de drogas – Foto: Reprodução/Internet/ND

O indiciado era companheiro da vítima. O juiz Juliano Rafael Bogo considerou que os requintes de frieza do autor (ter voltado ao local do crime para buscar dinheiro, por exemplo, enquanto o corpo ainda estava lá) indicam que Leonardo coloca em risco a ordem pública, e por isso deve permanecer preso.

Conforme a Polícia Civil, Leonardo foi indiciado por latrocínio, roubo qualificado pela morte da vítima. Apesar de o indiciado ser namorado da vítima, o delegado responsável pelo caso, Eduardo Ferraz, não informou porque o crime não foi considerado feminicídio.

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Leonardo foi preso dias após o crime ao se apresentar na Central de Plantão Policial de Balneário Camboriú com sua advogada. A reportagem segue tentando contato com a defesa, que não respondeu os questionamentos feitos nesta quarta-feira (9). O espaço para um posicionamento segue aberto.

O indiciado está no Presídio de Itajaí. Nesta terça-feira (8), o juízo da 2ª Vara Criminal da comarca de Itajaí recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público. O processo tramita sob sigilo.

Indira trabalhava em um cartório e foi morta em janeiro deste ano – Foto: Reprodução/Internet/NDIndira trabalhava em um cartório e foi morta em janeiro deste ano – Foto: Reprodução/Internet/ND

Relembre o caso

Indira foi encontrada morta no apartamento que morava, pelas próprias irmãs. Ela teria sido asfixiada com uma almofada após uma briga com Leonardo, na noite de sexta-feira, dia 7 de janeiro.

O indiciado, segundo a polícia, seria usuário de  cocaína e costumava usar o dinheiro de Indira para comprar droga. A vítima teria negado dar dinheiro a ele, o que motivou a discussão.

Após o assassinato, Leonardo teria roubado o carro, uma motocicleta, o celular e dinheiro da vítima. Ele passou dois dias em motéis da região, deixando os itens como “pagamento”. Ele teria, inclusive, pedido mais dinheiro às irmãs de Indira, se passando por ela.

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