Altair Mendes, acusado de matar a esposa Lurdes Maria Tasca em 2020, foi condenado a 12 anos de prisão em Joinville, no Norte catarinense, nesta terça-feira (5). Lurdes foi morta com golpes de faca que atingiram o pescoço e as mãos.
Réu foi condenado a 12 anos de prisão pela morte Lurdes Tasca – Foto: TJSC/Divulgação/NDO réu deve ficar preso em regime inicial fechado e sem direito a recorrer em liberdade, conforme informou o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).
Foram cerca de 9 horas de audiência até sentença. Na abertura dos trabalhos a filha da vítima foi ouvida, na sequência o réu, seguido pelo início dos debates entre acusação e defesa.
SeguirLurdes: alegre e dedicada
A filha destacou que Lurdes era uma mulher vaidosa, alegre e uma dedicada, que sozinha criou os dois filhos. Ela gostava de sair aos fins de semana e também de estar com a família.
Conforme a filha, em 2013 Lurdes conheceu o réu, por quem se apaixonou e logo ele foi morar com ela, junto com os dois filhos. Ainda segundo contou a filha, no início do relacionamento ela já presenciava discussões entre o casal, o que a levou a sair da casa da mãe.
A filha ainda disse que o clima mudou na casa, a mãe já não era mais a mesma, pois já não se arrumava e se afastou de amigos e familiares. Segundo ela, a mãe também começou registrar boletins de ocorrência por conta das agressões que sofria.
No fórum, o réu contou que teve um relacionamento bastante conturbado coma vítima durante oito anos. Ele ainda enfatizou que a mulher era ruim, esquisita e brava. Também disse que chegou a sair de casa, por causa das brigas, que queria a separação. Altair negou que agrediu Lurdes e disse que as discussões eram verbais.
Crime
Foi em uma discussão entre o casal, em 22 de novembro de 2020, que Lurdes foi morta. A polícia foi acionada por vizinhos que, da janela de um apartamento, viram a vítima ser agredida.
Ao chegar até a casa, perceberam que ela tinha sido golpeada com uma faca e, devido aos ferimentos, morreu no local.
Após o crime, Altair fugiu e passou a noite na mata. No entanto, se entregou um dia depois e foi preso preventivamente. Conforme o TJSC, desde então permanece preso.