A Justiça decidiu que Ireno Nelson Pretzel, de 65 anos, deve ir a Júri popular pelo feminicídio contra a médica pediatra Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, em março de 2020, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina.
Ireno Nelson Pretzel é acusado de matar a médica Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, em março de 2020, em Itapema, – Foto: Reprodução/NDO juiz negou ainda o pedido do acusado de recorrer em liberdade, pelo fato de que Ireno estava foragido e foi preso no Rio Grande do Sul, onde inclusive tinha uma namorada que não sabia das acusações contra ele.
As decisões cabem recurso, por isso, ainda não há data definida para o julgamento. Ireno é acusado pelos crimes de homicídio com as qualificadoras de feminicídio e asfixia.
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Ireno é réu confesso do assassinato da pediatra Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, em março de 2020. O crime aconteceu em Itapema, na casa de Lúcia, onde o casal passava os primeiros dias da quarentena imposta pelo coronavírus.
Ele já havia sido preso, logo depois do crime, mas foi solto no dia 3 de junho de 2020. Em março deste ano, Alex Blaschke Romito Almeida, o advogado de defesa do acusado, afirmou à reportagem do Grupo ND que havia duas decisões conflitantes e um pedido de habeas corpus em julgamento, portanto, orientou o réu confesso a não se apresentar e “continuar no local”.
A prisão é em cumprimento à decisão do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), que determinou prisão preventiva de Ireno.
De acordo com o advogado Alex Blaschke Romito Almeida, o habeas corpus solicitado pela defesa continua aguardando julgamento.