Acusados de cometer chacina em Araquari são condenados a mais de 40 anos de prisão

Crime aconteceu em dezembro de 2019 e outros três réus serão julgados em março

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Redação ND Joinville

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Mais de dois anos após a chacina que chocou Araquari, no Norte de Santa Catarina, dois dos acusados pelo crime que vitimou cinco pessoas foram condenados. Acusados de cinco homicídios e duas tentativas de homicídio, Eduardo Teixeira e Gilberto Alves de Lima foram condenados a 56 anos e 44 anos de prisão.

Pelo menos dois suspeitos teriam sido os responsáveis pela execução – Foto: Ricardo Alves/NDTVPelo menos dois suspeitos teriam sido os responsáveis pela execução – Foto: Ricardo Alves/NDTV

O crime aconteceu no dia 6 de dezembro de 2019, quando uma comunidade de ocupação foi atacada a tiros. Cinco pessoas morreram no local e outras duas ficaram feridas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Eduardo Teixeira, suposto chefe da facção criminosa teria ordenado que Djonatta Willian da Rocha, Valtencir Alves de Quadros, Anderson Camargo Carneiro e Amilton José Cidral fossem até o local para cometer os crimes.

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Já no local, após conversa com os moradores, eles teriam sacado as armas e matado as cinco pessoas. Além disso, teriam tentado assassinar as outras duas vítimas, que estavam próximo à residência.

Rafael Luciano Dutra e Gilberto Alves de Lima, também acusados pelo MP, teriam sido os responsáveis por garantir a fuga dos atiradores. Eles utilizaram uma moto e um veículo não identificado a fim de acobertar os acusados em caso de aproximação policial, além de esconder as armas utilizadas na chacina.

Companheira de Djonatta, Pâmela Cristina Ferreira dos Santos, também é acusada no processo. Segundo a denúncia, ela teria sido a responsável por reservar dois apartamentos no Hotel San Francisco, em São Francisco do Sul, que serviria de esconderijo para os atiradores.

No primeiro julgamento do caso, Eduardo Teixeira, considerado o chefe da facção e mandante dos crimes, e Gilberto Alves de Lima, que auxiliou na fuga dos executores, sentaram no banco dos réus. Os dois foram os primeiros a serem presos preventivamente durante a investigação.

Na denúncia, o MP pediu a condenação por cinco homicídios e duas tentativas de homicídios qualificados por motivo torpe e por dificultar a defesa da vítima. A denúncia foi integralmente acolhida e Eduardo foi condenado a 56 anos e três meses de prisão, e Gilberto a 44 anos de prisão.

No dia 24 de março, Valtencir Alves de Quadros, Anderson Camargo Carneiro e Rafael Luciano Dutra também serão julgados. Já .Djonattas Willian da Rocha, Amilton José Cidral e Pamêla Cristina Ferreira dos Santos tiveram o processo cindido.

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