Ao contrário do previsto, o júri dos acusados pelo assassinato da comerciante Miriam Hatsue Abe, proprietária de uma floricultura em Garuva, no Norte de Santa Catarina, foi concluído na madrugada desta quarta-feira (4), com a condenação de ambos os réus, segundo o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).
Miriam Hatsue Abe foi atingida por pelo menos quatro disparos de arma de fogo – Foto: Reprodução/InternetA mulher que efetuou os disparos foi condenada a 14 anos de reclusão em regime fechado, mas permanece foragida. O homem, que dirigia o carro no momento do crime, recebeu uma pena de 11 anos e 8 meses de reclusão, também em regime fechado, e continua preso.
Além das penas de reclusão, a sentença determinou que ambos os condenados paguem uma indenização de R$ 120 mil aos familiares de Miriam. Os réus foram condenados por homicídio qualificado, motivado por vingança e com o uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima.
SeguirInicialmente, o Tribunal havia previsto que o júri, iniciado na quarta-feira, duraria mais de dois dias.
Relembre o crime contra dona de floricultura
O crime aconteceu em setembro de 2022. Era por volta de 8h30 de um sábado quando um carro parou em frente à floricultura de Miriam. A passageira saiu do veículo e disparou seis vezes contra a comerciante, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Miriam foi assassinada enquanto trabalhava em sua floricultura – Foto: Reprodução/InternetDurantes as investigações, a Polícia Civil descobriu que a mulher foi morta por engano, uma vez que o casal (a mulher que disparou e o homem que dirigia o carro) pretendia matar uma familiar de Miriam por causa de uma disputa por um terreno no Paraná.
Segundo o delegado Eduardo Defaveri, a familiar de Miriam se mudou do estado vizinho para Garuva e, no processo de reintegração de posse do terreno, usou o endereço de Miriam. “O indivíduo (mandante) consultou o processo, verificou o endereço e concluiu que ela estava lá. Por isso, os tiros foram disparados na pessoa errada”, disse o delegado à época.