Acusados de matar dona de floricultura por ‘engano’ são condenados em Garuva

Além das penas de reclusão, a sentença determinou que ambos os condenados paguem uma indenização aos familiares de Miriam Hatsue Abe

Foto de Richard Vieira

Richard Vieira Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

Ao contrário do previsto, o júri dos acusados pelo assassinato da comerciante Miriam Hatsue Abe, proprietária de uma floricultura em Garuva, no Norte de Santa Catarina, foi concluído na madrugada desta quarta-feira (4), com a condenação de ambos os réus, segundo o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).

Dona de floricultura foi morta em 2022Miriam Hatsue Abe foi atingida por pelo menos quatro disparos de arma de fogo – Foto: Reprodução/Internet

A mulher que efetuou os disparos foi condenada a 14 anos de reclusão em regime fechado, mas permanece foragida. O homem, que dirigia o carro no momento do crime, recebeu uma pena de 11 anos e 8 meses de reclusão, também em regime fechado, e continua preso.

Além das penas de reclusão, a sentença determinou que ambos os condenados paguem uma indenização de R$ 120 mil aos familiares de Miriam. Os réus foram condenados por homicídio qualificado, motivado por vingança e com o uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Inicialmente, o Tribunal havia previsto que o júri, iniciado na quarta-feira, duraria mais de dois dias.

Relembre o crime contra dona de floricultura

O crime aconteceu em setembro de 2022. Era por volta de 8h30 de um sábado quando um carro parou em frente à floricultura de Miriam. A passageira saiu do veículo e disparou seis vezes contra a comerciante, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Miriam foi assassinada enquanto trabalhava em sua floricultura – Foto: Reprodução/InternetMiriam foi assassinada enquanto trabalhava em sua floricultura – Foto: Reprodução/Internet

Durantes as investigações, a Polícia Civil descobriu que a mulher foi morta por engano, uma vez que o casal (a mulher que disparou e o homem que dirigia o carro) pretendia matar uma familiar de Miriam por causa de uma disputa por um terreno no Paraná.

Segundo o delegado Eduardo Defaveri, a familiar de Miriam se mudou do estado vizinho para Garuva e, no processo de reintegração de posse do terreno, usou o endereço de Miriam. “O indivíduo (mandante) consultou o processo, verificou o endereço e concluiu que ela estava lá. Por isso, os tiros foram disparados na pessoa errada”, disse o delegado à época.

Tópicos relacionados