Adiado duas vezes, júri de acusado de matar Gabriella Custódio será em outubro

Leonardo Natan Chaves Martins está preso desde agosto de 2019 acusado de matar Gabriella Custódio Silva em julho

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Redação ND Joinville

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15 meses depois da morte de Gabriella Custódio Silva, o julgamento do acusado pela morte da jovem, em julho de 2019, deve sentar no banco dos réus. Leonardo Natan Chaves, namorado de Gabriella, está preso desde agosto do ano passado e, depois adiado duas vezes por conta da pandemia, o julgamento está marcado para acontecer no dia 27 de outubro, a partir das 9h, na sala do Tribunal do Júri, em Joinville, Norte de Santa Catarina.

Crime ocorreu no dia 23 de julho, em Pirabeiraba e Leonardo foi preso no dia 9 de agosto – Foto: Reprodução/FacebookCrime ocorreu no dia 23 de julho, em Pirabeiraba e Leonardo foi preso no dia 9 de agosto – Foto: Reprodução/Facebook

A primeira data marcada era o dia 24 de março, mas o júri popular foi remarcado devido à pandemia. No entanto, a nova data também precisou ser suspensa e o dia 30 de julho ficou apenas nas projeções. Agora, a expectativa é de que Leonardo sente no banco dos réus em outubro.

Ele está preso preventivamente desde o dia 9 de agosto e já teve o pedido de habeas corpus negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Acusado de homicídio com a qualificadora de feminicídio, a defesa de Leonardo tenta desqualificar a tese de feminicídio.

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O advogado Jonathan Moreira dos Santos ressaltou que a expectativa é de que o julgamento, aguardado desde março, de fato ocorra. Ele destaca, ainda, que a estratégia e expectativa da defesa é que o júri aceite as provas apresentadas e configure o crime como homicídio doloso e não feminicídio.

“Reiteradas vezes a defesa veio no sentido de que o disparo foi acidental. Não há nada que comprove no processo a hipótese de feminicídio e vamos comprovar ao júri, demonstrar que nunca ocorreu um feminicídio. O que ocorreu foi um acidente, um disparo acidental. O Leonardo nunca teve a intenção homicida”, salienta.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 23 de julho, em Pirabeiraba. Após o disparo, Leonardo colocou o corpo da jovem no porta-malas do carro e a levou até o Hospital Bethesda. Gabriella já chegou morta na unidade.

Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado.

Em depoimento ele alegou que o disparo foi acidental e teria ocorrido enquanto mostrava a arma para a companheira. A perícia, porém, identificou que a pistola foi apontada na direção da vítima por conta do trajeto do projétil e da marca na parede. Gabriella estava na casa dos sogros quando foi atingida.

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