Advogado acusado de matar pai e meia-irmã em SC será julgado nesta terça

Osmar Unisesky Júnior é acusado de assassinar os dois em setembro de 2018, em São Bento do Sul; motivação teria sido a herança

Sofia Mayer Joinville

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O homem acusado de matar o pai e a meia-irmã em São Bento do Sul, no Planalto Norte de Santa Catarina, em setembro de 2018, será julgado nesta terça-feira (19).

Francielle Jelisnky e Osmar Unisesky foram mortos dentro de casaFrancielle Jelisnky e Osmar Unisesky foram mortos dentro de casa – Foto: Reprodução/RICTV

A sessão começa às 9h, no Salão do Júri do Fórum da Comarca de São Bento do Sul, e será presidida pelo juiz Fernando Curi.

O crime aconteceu em 18 de setembro de 2018, no bairro Brasília. Segundo o MP (Ministério Público), usando uma arma de fogo, o advogado Osmar Unisesky Júnior matou seu pai, Osmar Uniseski, de 61 anos, e sua meia-irmã, Franciele Aparecida Jelinski Uniseski, de 19 anos.

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O réu teria ido ao escritório onde estavam as duas vítimas, parado junto à porta e iniciado uma conversa com elas. Logo em seguida, o homem sacou uma arma de fogo e efetuou o primeiro disparo contra seu pai.

Advogado matou pai e meia-irmã por herança em São Bento do SulAdvogado matou pai e meia-irmã por herança em São Bento do Sul – Foto: Arquivo/NDTV

Os autos mostram que o pai, gravemente ferido, chegou a sair do recinto e tentou conter o filho. Já sem munição na arma, o acusado saiu para recarregá-la e foi seguido pela vítima, que acabou caindo no percurso.

Segundo o texto, Osmar teria se aproveitado da situação de vulnerabilidade do pai. Ele terminou de recarregar a arma e atirou novamente na cabeça dele.

Duplo homicídio

Ao perceber que a meia-irmã havia trancado a porta do escritório e estava telefonando para a polícia, disparou contra a porta. Depois, foi até a janela lateral e, de lá, atirou contra a irmã, atingindo um de seus braços e a cabeça.

Assim como o pai, a meia-irmã do acusado também morreu no local.

Segundo o promotor de justiça Djônata Winter, o crime foi cometido por motivo torpe, relacionado ao destino dos bens do pai. Segundo o processo, o réu não aceitava o reconhecimento da filiação da moça, feito poucos anos antes, já que haveria consequência no destino da herança.

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