Caso Mari Ferrer motivou mobilização no fim de semana contra a “cultura do estupro” – Foto: ReproduçãoDois advogados de Florianópolis estão sendo alvos de ameaças e intimidações por conta de informações falsas, divulgadas na web, de que teriam atuado no caso Mari Ferrer, a promotora de eventos que acusou um empresário de tê-la estuprado num beach club de Jurerê Internacional.
As mensagens compartilhadas instigam atos como depredação, violência e incêndio ao escritório dos profissionais, como se fosse o endereço da banca que efetivamente defendeu o réu e até mesmo do próprio acusado.
Mesmo depois de prestarem os devidos esclarecimentos nas redes sociais, Wladimir Guedes e Silsso Brandão, sócios do escritório Guedes e Brandão, a ação continuou, inclusive presencialmente no local de trabalho.
Seguir“Os advogados não podem, de forma alguma, ter a sua incolumidade física e moral ameaçada por conta de uma fake news irresponsável que vem sendo divulgada nas mídias sociais”, disse o presidente da entidade, Rafael Horn, que recebeu os colegas ontem.
A Comissão de Defesa das Prerrogativas do Advogado e a ouvidoria vão acompanhar o assunto e Horn enviou um ofício pedindo providências às autoridades.
É mais um caso de ódio e intolerância alimentado pelo tribunal da internet – que faz juízo de valor, investiga, condena e pune arbitrariamente, muitas vezes com base em dados incorretos. Incitação à violência que merece repúdio sob qualquer circunstância, especialmente quando está em jogo o direito constitucional à defesa.