André Mendonça, indicado de Bolsonaro ao STF, passa por sabatina no Senado

André Mendonça responde questionamentos feitos pelos senadores no âmbito da CCJ; sabatina foi cobrada durante quatro meses

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Redação ND Florianópolis

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André Mendonça, nome indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF (Supremo Tribunal Federal), passa por sabatina no Senado nesta quarta-feira (1). Os debates começaram às 9h e são realizados pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A reportagem conta com informações da Agência Senado.

Acompanhe ao vivo:

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) foi escolhida como relatora da indicação pelo presidente do colegiado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Antes de ser indicado ao STF, André Mendonça foi ministro da Justiça e advogado-geral da União.

Eliziane, que é evangélica assim como o indicado, destacou que o relatório analisará o currículo e a capacidade do indicado. “Vou me pautar por informações e pela boa técnica legislativa, sem qualquer preconceito político, ideológico e muito menos religioso”, afirmou a senadora.

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Mendonça é o nome ‘terrivelmente evangélico‘ que Bolsonaro prometeu indicar ao STF. A afirmação e posterior indicação de Mendonça levantaram receio de que um ministro evangélico representaria retrocessos em temas progressistas.

André Mendonça foi indicado ao STF por BolsonaroAndré Mendonça em audiência no Senado em 2019, quando era advogado-geral da União – Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Divulgação/ND

Sabatina cobrada há quatro meses

André Mendonça foi indicado no dia 13 de julho. Ao longo de quase quatro meses, senadores cobraram a sabatina do indicado. Durante a reunião realizada na última quarta-feira (24), Davi Alcolumbre classificou como “um embaraço” os apelos feitos por parlamentares para a realização da sabatina de André Mendonça.

Para ele, a definição sobre a pauta das comissões e do Plenário do Senado cabe aos respectivos presidentes. Ele também disse que alguns críticos atribuíram a demora para a realização da sabatina a divergências religiosas. Davi Alcolumbre é judeu, e André Mendonça é evangélico.

“Confesso que pessoalmente me senti ofendido. Chegaram a envolver a minha religião. Chegaram ao cúmulo de levantar a questão religiosa sobre a sabatina de uma autoridade na CCJ, que nunca teve o critério religioso. O Estado brasileiro é laico. Está na Constituição”, disse.

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